Pelo menos dez mães de diferentes cidades do Interior do Paraná tiveram as consultas com um médico gastropediatra negadas na manhã desta terça-feira (17), no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. As consultas estavam agendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas quando as mulheres chegaram com seus filhos para o atendimento, ainda na madrugada, os nomes não estavam na lista. As mães passaram a manhã toda no local, aguardando uma solução. Mesmo com protocolo para as consultas em mãos, alguns marcados há mais de oito meses, a situação não foi resolvida.

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As mulheres chegaram no hospital em ônibus disponibilizados pelas Secretarias de Saúde das cidades de origem e só puderam fazer a viagem de volta no início da tarde, no horário de retorno desses veículos. A administração do Waldemar Monastier alegou falha no sistema de marcação de consultas.

A auxiliar financeira Vanessa Gonçalves Blem, 31 anos, foi uma das mães que não conseguiu a consulta para o filho de 2 anos e meio. Ela saiu de Guarapuava, no Interior, e chegou para a consulta com o filho em Campo Largo às 4h. Já na recepção do hospital foi avisada de que o nome dela não estava na lista. “Disseram para eu esperar até às 7h20, quando chegaria o pessoal do agendamento. Por volta de 7h30, disseram que não poderíamos ser atendidas”, contou.

A mãe disse que ficou até quase 14h30 tentando resolver a situação. “Eram mães de várias cidades. Todas tinham o comprovante de agendamento. Estava tudo confirmado. Nenhuma mãe recebeu qualquer aviso sobre cancelamento. Agora, estou embarcando de volta para Guarapuava sem ser atendida. Meu filho ficou sem consulta e na minha cidade não tem”, reclamou.

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Ainda segundo a Vanessa Gonçalves, eram pelo menos dez mães com consulta agendada pelo SUS com um gastropediatra. “Além de mim, de Guarapuava, tinha mãe de Campo Mourão e outras cidades. É um descaso”, disse.

As consultas com especialistas são marcadas pelo SUS, de acordo com a disponibilidade do sistema. Em cidades onde não há o especialista desejado, o sistema distribui as consultas para cidades mais próximas. “Foi assim no meu caso. Guarapuava não tem. Minha consulta esta agendada desde janeiro deste ano, há mais de oito meses”, aponta.

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O Hospital Infantil Waldemar Monastier é público. O local é especializado no atendimento de crianças e adolescentes e foi implantado para atender à demanda existente no Estado, dentro do projeto de regionalização da saúde pública.

‘Falha no sistema’

Em nota, o Hospital Infantil Waldemar Monastier informa que está realizando normalmente seus atendimentos ambulatoriais, tendo sido atendidas nesta terça-feira (17) mais de 130 crianças.

“Ocorre que devido a uma falha no sistema, alguns agendamentos tiveram que ser cancelados, porém seus cadastros foram devidamente atualizados para prevenir futuros problemas como este, o atendimento já foi normalizado”.

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