A compra de uma casa própria envolve uma operação complexa, pois conta com a questão financeira, burocrática e emocional. Montar do zero a residência não é tarefa fácil, pois o custo é alto para a grande maioria das pessoas, e um contrato mal analisado pode virar um problemão para o futuro.

Em um contrato de financiamento existem cláusulas que determinam o valor das prestações. A prestação acaba sendo a questão mais importante em um financiamento, seja qual for a fórmula definida. Dependendo como esse financiamento é constituído, os valores podem crescer ou decrescer durante o período de vigência.

Vale reforçar que o empréstimo implica no pagamento de juros. Como o dinheiro não é seu, e sim, emprestado, geralmente de um banco, os juros estão inseridos no valor da prestação. De forma básica, são três as principais formas de financiamento no Brasil: SAC (Sistema de Amortização Constante), SACRE (Sistema de Amortização Crescente) e a Tabela PRICE (conhecida como Sistema Francês de Amortização).

Não é fácil encarar uma obra, por isso fique atento ao contrato do sonho da sua casa própria.
Não é fácil encarar uma obra, por isso fique atento ao contrato do sonho da sua casa própria. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná.

Cada um atende a diferentes perfis financeiros para facilitar os pagamentos. É aí que a pegadinha pode complicar a sua vida. Um dos exemplos dessa dificuldade está no bairro Alto Tarumã, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Vários terrenos foram comercializados há mais de 15 anos no sistema Sacre, ou seja, a prestação do financiamento sobe ao passar dos meses.

Ao conversar com moradores ou mesmo quem conhece do local, a primeira coisa que se ouve é que fulano está abandonando a casa ou mesmo buscando acordo para honrar o compromisso.

“Virou uma bola de neve devido aos juros. A parcela hoje em dia está em R$ 3 mil e parei de pagar. Fiz um acordo na Justiça, mas sei que a longo prazo vai ser difícil cumprir. Eu construí a minha casa e não posso perder assim, pois gastei um bom dinheiro e hoje vale R$ 250 mil”, disse um morador que pediu para não ter o nome divulgado. O contrato dele e de grande parte da vizinhança tem duração de 12 anos.

Não caia em armadilhas!

O importante antes de efetuar a compra do imóvel é não cair nessa artimanha do contrato. Preste atenção nos detalhes e procure pessoas capacitadas para explicar. Walcir Soares Júnior, 34 anos, doutor em Desenvolvimento Econômico, é professor de Economia na Universidade Positivo, dá dicas de como evitar problemas.

“Estamos sujeitos a imprevistos na vida e a conta chega. Os contratos são longos, olhe com atenção. Existem financiamentos que preveem atualização com a inflação, ou seja, fique atento antes de assinar”, relatou Walcir.

Para quem está devendo, o professor reforça que a conversa é o melhor caminho para buscar a solução. “Importante é fazer a renegociação, mas antes de ficar inadimplente, entre em contato com o banco. As pessoas acabam não fazendo isso e quando percebem já estão endividadas. A conversa é o principal caminho e é preciso abrir o jogo, pois todos podem ter um contratempo. É importante colocar na ponta do lápis e antecipe”, completou o especialista.

Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.

Fundo de Garantia é uma boa?

Sim. Os trabalhadores podem, a cada dois anos, usar o saldo do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar o financiamento imobiliário. A operação costuma valer a pena, já que o rendimento do FGTS hoje é em torno de 3% ao ano e os juros dos financiamentos geralmente ficam entre 6% e 9% ao ano. Se quiser usar o FGTS, o trabalhador deve ir a uma agência da Caixa Econômica Federal e solicitar o resgate.

A maioria dos bancos só permite pagar até 80% do financiamento com recursos do FGTS. Além disso, se o comprador já usou o saldo do FGTS para a compra do primeiro imóvel, os valores do fundo poderão ser disponibilizados uma vez por ano para a quitação parcial.

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