Uma reportagem veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (2) revelou que, segundo registros oficiais, cerca de 26 mil doses da AstraZeneca fora da validade foram aplicadas em 1.532 municípios pelo país, sendo Curitiba um deles. Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que não recebeu e muito menos aplicou doses vencidas de vacinas contra a covid-19.

LEIA TAMBÉM:

>> Curitiba abre 11 novos locais de vacinação para atender 44 e 43 anos neste sábado

>> Queda considerável de casos de covid-19 em Curitiba já tem data para acontecer

De acordo com a pasta, dos lotes citados pela reportagem, Curitiba recebeu os lotes 4120Z005 e CTMAV520. O primeiro lote, 4120Z005, chegou na capital paranaense no dia 4 de fevereiro, com vencimento para 14 de abril. Das 20.380 doses entregues para Curitiba, a última dose foi aplicada em 19 de março, quase um mês antes do vencimento.

Já com relação ao lote CTMAV520, que vencia em 31 de maio, Curitiba recebeu duas remessas, em 26 de março (6.340 doses) e, 16 de abril (620 doses). A última aplicações desse lote foi em 20 de abril, um mês e 10 dias antes do prazo de vencimento.

A Secretaria da Saúde informa que a população pode ficar tranquila. E em caso de dúvidas, é possível conferir informações da dose que o cidadão recebeu pelo Saúde Já, pelo app ou pelo site www.saudeja.curitiba.pr.gov.br.

Como consultar

Para consultar a carteira de vacina abra o aplicativo de celular Saúde Já ou acesse o site www.saudeja.curitiba.pr.gov.br.

Na tela principal do Saúde Já, procure pelo ícone Minha Carteira de Vacina, selecione a aba Aplicadas e confira os dados da aplicação.

Para ter os dados completos, selecione o botão imprimir carteira de vacina.

Vacinas não foram fabricadas pela Fiocruz

Em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que as doses da vacina AstraZeneca que teriam sido aplicadas fora da validade não foram produzidas pela instituição. Parte dos lotes mencionados na reportagem da Folha é referente aos quantitativos importados prontos do Instituto Serum, da Índia, chamada Covishield, e entregues pela Fiocruz ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) em janeiro e fevereiro deste ano.

Os demais lotes apontados, segundo a fundação, foram fornecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

“Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS, de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia”, explica em nota.

Por fim, a instituição reforçou que está apoiando o PNI na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo Programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida.