A prefeitura de Curitiba tem, sempre que decide sobre as cores das bandeiras da cidade, um grande desafio em mãos para controlar a disseminação do coronavírus e ainda garantir que a economia da cidade flua, mesmo com a população evitando circular e mantendo o isolamento social. Nesta quarta-feira Curitiba irá manter a bandeira laranja em sua reavaliação quinzenal, mas deve chegar com novas definições. Segundo boletim desta terça-feira (11), Curitiba chegou a 4.945 mortes causadas pela doença.

LEIA TAMBÉMBandeira Laranja continua em Curitiba, mas com novas restrições; veja o que muda

“A bandeira vai ficar laranja, agora estamos na discussão de como vai ficar a definição. Estamos com muita preocupação e temos que sinalizar a população da situação que está se complicando”, disse a superintendente executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Beatriz Battistella Nadas, em entrevista ao jornalista Guilherme Grandi, do Bom Gourmet, em parceria com a Tribuna.

Para Beatriz o vírus não deve ir embora muito cedo e a população precisa entender que cada curitibano precisa assumir sua responsabilidade. “Não são os decretos da prefeitura que dão conta de resolver tudo o que acontece na cidade. Todos nós cidadãos, adotando os cuidados, conseguimos vencer essa batalha sem tantas mortes”, disse.

O momento pelo qual Curitiba passa é bastante crítico, com constantes altas nos números de casos ativos (pessoas com potencial de transmitir o vírus), Outra situação que preocupa é a aproximação do inverno. “Estamos em um momento bastante critico. Vamos ver, novamente, uma possível quarta onda de covid-19, principalmente por causa do aumento das síndromes respiratórias no inverno, o que já é bastante comum”, explicou. Segundo ela, no ano passado, o coronavirus dominou e o painel viral foi quase de 100% com coronavrus, e não com H1N1, influenza, entre outros.

Por fim, Beatriz alerta que a doença segue tirando a vida de curitibanos. “As pessoas estão morrendo e mais pessoas vão morrer, e a população precisa entender isso. Cada onda de contágio vem como um tsunami, veja o que está acontecendo na índia, o que passamos neste ano. É desesperador”, alertou.