Ninguém que for vacinado da Covid-19 em Curitiba poderá levar de lembrança para casa o vidrinho vazio do imunizante. Para evitar falsificação, como alertou Cláudia Silvano, chefe do Procon nesta semana, a prefeitura decidiu recolher todos os frascos vazios de vacina após a aplicação. É a primeira vez que a Secretaria Municipal de Saúde toma essa precaução ao longo de décadas de campanhas de vacinação das mais diversas doenças.

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“Estamos solicitando para que nossas equipes tragam de volta todos os frascos vazios de vacina da Covid-19. Se saíram 50 vacinas, devem voltar 50 frascos vazios. Além de ser um cuidado para evitar a falsificação, o recolhimento é mais uma garantia de que não há desvios das doses”, explica a coordenadora da Central de Vacinas de Curitiba, a farmacêutica Léia Regina da Silva.

As ampolas sem o imunizante são guardadas na Central de Vacinas até que o descarte seja feito pela empresa que recolhe resíduos hospitalares. “Por ser um medicamento, esses frascos precisam ter o descarte correto. Eles não podem ter um uso inapropriado”, reforça Léia.

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A coordenadora da Central de Vacinas ressalta que somente as equipes de saúde das prefeituras estão autorizadas a aplicar a vacina da Covid-19, conforme as fases do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Ou seja, neste momento, pela escassez do imunizante no mundo, a vacina não pode ser aplicada em nenhuma clínica particular e nem vendida em hipótese alguma.

O próprio Procon-PR já emitiu alerta para que as pessoas fiquem atentas à venda de vacinas falsas. No Rio de Janeiro, a polícia identificou um ambulante no bairro de Madureira que vendia kit com vacina e certificado falsos, mais seringa e agulha, por R$ 50.

“O consumidor deve ficar atento para não cair em golpe, pois não houve liberação da venda de vacina ainda no Brasil”, reforça a chefe do Procon-PR, a advogada Claudia Silvano, em entrevista à Agência Estadual de Notícias.

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PM e GM guardam vacinas

Guarda Municipal de Curitiba (foto) e Polícia Militar estão cuidando das doses. Foto: Gerson Klaina / Tribuna do Paraná.

Para garantir que os lotes de vacinas da Covid-19 não sejam desviadas, as secretarias de Saúde do governo do Paraná e da prefeitura de Curitiba contam com reforço das forças de segurança.

No caso das doses que o governo estadual recebe do Ministério da Saúde, a Polícia Militar (PM) faz vigilância 24 horas do estoque no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), na capital. Além disso, a PM também escolta o transporte de cada carga até as regionais que fazem a distribuição aos municípios. Neste momento, metade das 265.080 doses que o Paraná recebeu para a vacinação emergencial, ou seja, 132.540 doses, está armazenada no Cemepar. Esses lotes só serão distribuídos daqui 14 dias, quando será aplicada a segunda dose da vacina na fase emergencial

O mesmo serviço de vigilância e escolta é replicado na prefeitura pela Guarda Municipal (GM). Equipes da GM fazem a vigilância 24 horas da Central de Vacinas e escoltam as doses até o pavilhão do Parque Barigui, onde ocorre a primeira fase da vacinação, que ao longo do ano deve se estender às unidades de saúde nos bairros.