Recentemente a Abrabar, Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas de Curitiba, fechou uma parceria com o Clube de Tiro Santa Artilharia para oferecer um curso com noções básicas e manuseio e tiro para empresários do setor. A iniciativa gerou polêmica entre a própria categoria. Uma das correntes contrárias chegou a lançar um manifesto contra a atitude da entidade representativa. Vote na enquete abaixo: Você concorda ou discorda com essa iniciativa?

A ideia surgiu a partir de um associado. “Ele sugeriu que a gente buscasse parceria com locais profissionais e regularizados para os empresários tiverem interesse terem noções básicas de tiro. Devido o atual momento do país se na violência e criminalidade, mas especialmente que a nova política governamental que regulamentou o tiro esportivo e o CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) em particular”, explicou o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo.

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A inciativa mobilizou vários dos comerciantes, muitos incomodados com a sequência de arrombamentos e assaltos sofridos nos últimos anos. “O que está surpreendendo é o interesse feminino”, disse Aguayo, que se antecipa a eventuais reclamações ou divergências. “A parceria e o benefício sem custo são para quem interesse, não vamos buscar ninguém em casa. A pessoas vem aqui pegar a credencial por livre e espontânea vontade. Não estamos ofertando nada para quem não têm interesse”.

Segundo Aguayo, o curso de tiro é apenas uma das iniciativas preparadas para a categoria. “Nossa missão é ofertar oportunidades, inclusive outras parcerias continuam com os cursos de aprimoramento do uso das plataformas digitais, uso inteligente do Delivery, Cursos de atendimento e gerenciamento da empresa, e um novo também com uma academia de artes marciais para também ter noções de defesa pessoal sem arma de fogo”.

O projeto é uma clara resposta do setor à falhas da segurança pública, mas Aguayo garante que não há incentivo para que empresários façam justiça com as próprias mãos. “Ninguém vai virar justiceiro. O que as pessoas precisam é ter condições, conhecimento, noção de manuseio e prática. Não queremos que as pessoas saiam armadas por aí, mas oferecemos a chance deles optarem por um caminho legal e regular, caso decidam por avançar por esse caminho de se proteger e proteger seu patrimônio”.

Discordâncias

Um manifesto contra a iniciativa da Abrabar foi divulgado nesta segunda-feira. Assinado por dezenas de empresários do setor, ele fala que “Há um problema sério e inegável de segurança pública. Porém, é de lógica e comprovada constatação que isso não será resolvido com o armamento da população. Muito menos com o treinamento de partes da população civil em cursinhos de tiro”, diz.

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Para o grupo, os problemas de segurança enfrentados pelo setor vão muito além de assaltos. “Há questões igualmente cotidianas e urgentes, como o abuso de álcool, violência contra a mulher, lgbtqifobia, o crescimento da população de rua, entre outros. Problemas para os quais a solução encontra-se, invariavelmente, na educação e em políticas públicas arquitetadas coletivamente e democraticamente, com o consenso de quem está na lida todo dia. Precisamos de medidas de combate à violência, não de incentivo. Um empreendedor não é um justiceiro”.

Aguayo aprova as discordâncias e valoriza o debate. “Faz parte. Temos duas, três, quatro correntes ideológicas no setor. A favor, contra o desarmamento. Faz parte. Sem pluralidade, estamos perdidos. Mas tenho que respeitar os associados que gostam e pretende fazer isso. Não vamos buscar ninguém buscar em casa”.

Enquete!

Ê você, leitor e eventualmente cliente destes estabelecimentos, o que acha da iniciativa de incentivar empresários do setor a aprenderem a usar arma de fogo?

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