A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (16) o inquérito da morte da escrivã Maritza Guimarães de Souza, 41 anos, assassinada junto com a filha, Ana Carolina de Souza, 16 anos, pelo marido, o delegado Erik Wermelinger Busetti, 45 anos. Os assassinatos foram dia 4 de março na residência onde a família morava em um condomínio no bairro Atuba, em Curitiba.

Segundo investigação, o delegado, que atuava na Delegacia do Adolescente, agrediu fisicamente a enteada antes de matá-la com a mãe com 13 tiros. O delegado responde por duplo feminicídio. A filha do casal, de 9 anos, estava na casa no momento do crime.

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Imagens de câmeras de dentro da residência mostram que a briga entre o casal durou três horas com intervalos de silêncio. Em certo momento, Maritza começa a separar roupas, indicando que sairia de casa. Em certo momento, Maritza ouve gritos da filha que estava sendo agredida pelo marido com chutes e tapas no quarto.

“A mãe sobe para o quarto, mas existe um ponto cego nas imagens. Percebe-se que em menos de três segundos acontecem os tiros. Elas morreram abraçadas”, relata a delegada responsável pelo inquérito Camila Cecconello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Arma da polícia

Busetti atirou várias vezes contra as vitimas e um dos tiros chegou a atravessar o corpo da mãe até atingir a adolescente. “No laudo do Instituto Médico Legal ficou constatado que foram sete tiros na esposa e seis na enteada. A arma utilizada foi a que ele usava como delegado”, informa a delegada.

Com a conclusão do inquérito, agora o Ministério Público do Paraná vai montar a denúncia para encaminhar à Justiça. O delegado segue preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais.