A variante Delta do coronavírus superou a Gama, surgida no Amazonas e conhecida também como P1, e agora é a predominante em circulação no Paraná. A confirmação veio após análise de amostras de pacientes paranaenses de Covid-19 feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Segundo reportagem do jornal Boa Noite Paraná, da RPC, dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) apontam que a presença majoritária de casos de Covid-19 provocados pela variante Delta foi identificada em 8 de agosto de 2021. Até 11 de agosto, a pasta dizia ainda não ter dados suficientes para mensurar a prevalência da cepa no Paraná.

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As amostras analisadas pela Fiocruz foram, cada vez mais, tendo a Delta como variante causadora. Os dados mais recentes, de 12 de setembro, mostram que a cepa já era responsável por mais de 90% dos casos da Covid-19 no Paraná.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa, Acácia Nasr, em entrevista à RPC, a prevalência da variante Delta se dá pelo fato de esta cepa ter uma alta taxa de transmissibilidade. “Como é mais transmissível, cada pessoa infectada pelo vírus da Covid-19 pode transmitir para mais pessoas. Então, é muito importante que a partir do momento que se tenha qualquer sinal ou sintoma de gripe seja feita a testagem e não se entre em contato com outras pessoas.”

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Apesar de ser mais transmissível, a variante Delta não está provocando um aumento significativo nas taxas de ocupação hospitalar no Paraná. Dados do boletim diário da Sesa desta terça-feira (28) mostram que a taxa de ocupação dos leitos de UTI SUS exclusivo para o tratamento de pacientes adultos graves da doença estava em 52%.

“Completar o esquema vacinal é fundamental nesse momento. As vacinas que estão disponíveis no país são eficazes contra a variante Delta”, garantiu o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, também à RPC.

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Histórico

Uma mulher de 71 anos, moradora de Apucarana, teve o diagnóstico positivo de Covid-19 confirmado em abril de 2021. Um mês depois, em 2 de junho, a Fiocruz confirmou tratar-se da primeira paciente do estado com a variante Delta.

No fim de julho, o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a Sesa confirmaram que já não era mais possível identificar a origem dos casos cada vez mais frequentes de infecção pela cepa. No dia 28 daquele mês, foi estabelecido o caráter de transmissão comunitária da variante no estado. Duas semanas depois, a cepa passou a responder por mais de 50% dos casos de Covid-19 no Paraná, de acordo com a análise da Fiocruz de amostras aleatórias de pacientes do Paraná.

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