A diferença de quase 50 mil casos pode ter prejudicado o Paraná na distribuição de vacinas. A discrepância de casos registrados pela Prefeitura de Curitiba e o número atribuído pelo boletim estadual à capital tem sido considerável. Enquanto Curitiba registrava 134,2 mil casos confirmados até terça-feira, o boletim da Sesa indicava 82,3 mil casos na capital. A defasagem também é significativa no número de óbitos. São 373 mortes a mais registradas no boletim da prefeitura (16%).

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Para resolver essa diferença, a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, a pedido do Ministério Público do Paraná, vai passar a utilizar o sistema NotificaCOVID-19, desenvolvido pelo Estado para informar os dados da pandemia. Os outros 398 municípios paranaense estão utilizando o sistema desde o início dos primeiros casos. Nesta quarta-feira (17) foram contabilizados mais 1.655 casos retroativos em Curitiba.

Esta discrepância nos números pode ter prejudicado o Paraná na distribuição das doses de vacina pelo governo federal. Com a 5ª maior população do país, o estado foi apenas o 8º no número de doses de vacina recebidas. O Rio Grande do Sul, com população um pouco inferior à do Paraná, recebeu 60 mil doses a mais na primeira remessa do Ministério da Saúde e uma das justificativas foi justamente a situação mais grave da pandemia no estado.

Na época da distribuição, no entanto, os gaúchos tinham apenas 8 mil casos e cerca de mil mortes a mais que os paranaenses. Se os números do estado estivessem atualizados com os dados reais de Curitiba, o Paraná ultrapassaria em casos confirmados e se aproximaria no número de óbitos, o que poderia proporcionar uma distribuição mais equânime das doses da vacina.

Leia o conteúdo completo na coluna do Roger Pereira, da Gazeta do Povo.