A vacina contra a gripe começa a se esgotar nos laboratórios particulares de Curitiba. Treze dias após o início da imunização em suas unidades, o laboratório Frischmann Aisengart, que possui três centros de vacinação em Curitiba, encerrou na tarde desta quarta-feira (13) a venda de vacinas contra a gripe.

Até o fim do dia, aproximadamente 21 mil doses das 25 mil encomendadas foram aplicadas – volume 25% maior do que o total de vacinas aplicadas no ano passado. As outras unidades serão aplicadas ao longo da semana em pessoas que já compraram a vacina por voucher.

Segundo o diretor do laboratório, Thiago Liska, se sobrarem doses após a imunização de todas as pessoas que já compraram a vacina, a venda será reaberta. Caso contrário, não há previsão para a chegada de novos lotes de vacina nas unidades de vacinação.

No Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, as doses estão esgotadas, mas a expectativa é de que nos próximos dias a vacina da Sanofi Pasteur estejam disponíveis.

As vacinas já estão sendo adquiridas de distribuidores (e não diretamente dos fabricantes) e, por isso, há variação de preço de R$ 100 a R$ 130. No Inalar Vacinas, não há doses disponíveis, mas novas vacinas devem chegar entre sexta-feira e terça-feira.

No Previnna, que deveria ter recebido um novo lote nesta quarta-feira, a chegada das vacinas deve acontecer na segunda-feira. Até lá, as doses estão esgotadas.

Um dos poucos locais onde ainda havia doses disponíveis ontem, a clínica Paciornik, fechou uma hora antes do habitual devido à intensa procura. Pesquisa feita pelo Procon-PR revela que a vacina trivalente era vendida entre R$ 75 e R$ 120 e a tetravalente de R$ 90 a R$ 110.

Rede pública

Enquanto as doses de vacina pagas estão se esgotando nos laboratórios, as vacinas que serão utilizadas na campanha nacional contra a gripe do Ministério da Saúde estão começando a chegar aos estados.

No Paraná, a vacina será aplicada a partir de 25 de abril. Tem direito à dose: idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses até 4 anos 11 meses e 29 dias, profissionais de saúde, agentes penitenciários e presos, doentes crônicos, gestantes e parturientes (mulheres que tiveram bebês há, no máximo, 45 dias).