A Prefeitura de Curitiba plantou perto de 14 mil árvores em vias públicas nos últimos 15 meses. Outras 65 mil árvores foram plantadas em função de doações para compensação ambiental após autorizações de corte ou obras. Mais 28 mil tiveram o plantio oficializado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) com a assinatura de Termos de Compromisso para o Plantio, conforme Código Florestal Municipal.

“Quando uma remoção é autorizada, no mínimo outras duas árvores são plantadas. Buscamos encontrar harmonia entre a natureza e o homem no meio urbano”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima. Por ano, a Prefeitura de Curitiba recebe 15 mil pedidos de corte ou poda de árvores em vias públicas. Destes, 75% são negados e 25% autorizados.

A diretora do Departamento Produção Vegetal, Érica da Costa Mielke, conta que a retirada da árvore só é aprovada em algumas situações, como o risco de queda. O corte é ainda liberado quando a poda não resolve o problema – caso de araucárias e palmeiras – e a rede elétrica pode ser afetada. Árvores com raízes que estejam causando danos estruturais evidentes também podem ter o corte autorizado.

Érica diz que o fato de uma planta provocar sujeira, por exemplo, não é argumento suficiente para ser retirada. Não é raro, ela relata, que técnicos da Prefeitura fiquem no meio de uma briga de vizinhos – entre os que querem e os que não concordam com o corte. Em seguida à remoção, sempre ocorre substituição por pelo menos uma espécie prioritariamente nativa, sobretudo adequada a arborização. “A araucária (Araucaria angustifolia) nunca é utilizada neste caso, apenas em Unidades de Conservação do Município”, explica Érica.

A reposição florestal é realizada em conformidade com o Código Florestal Municipal (Lei n 9.806), que estabelece que  toda árvore a ser suprimida deve ser reposta. Independentemente da espécie, para cada árvore cortada, outras duas devem ser plantadas, com exceção do pinheiro-do-paraná, que obriga o responsável ao plantio de quatro mudas da espécie. O Código Florestal Municipal estabelece também duas opções de local de plantio, que poderá ser em área própria ou em locais indicados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, está última por doação de mudas.