Cinco dias depois da morte do jovem Mateus Silva Noga, na noite de sábado (16), no Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba, a Polícia Civil concedeu uma entrevista coletiva para relatar detalhes do acontecimento. No boletim de ocorrência, o o guarda municipal, que está afastado das funções, confessou ter atirado. Além disso, segundo a Polícia, câmeras de segurança da prefeitura mostram um disparo sendo realizado, são imagens que não foram reveladas publicamente pra “não expor os envolvidos”. O agente municipal poderá responder por homicídio, mas ainda não se sabe se culposo ou doloso.

Segundo a delegada Daniela Corrêa Andrade, do 3º Distrito Policial, responsável pela investigação, alguns interrogatórios já foram realizados e imagens analisadas, mas ainda não é possível ter uma convicção do que realmente ocorreu na confusão generalizada envolvendo mais de 300 pessoas no Largo.

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“A gente consegue ter alguns momentos das abordagens, mas prefiro não entrar em detalhes, pois estamos no começo da investigação. Eu prefiro aguardar as oitivas de testemunhas para analisar juntamente com as imagens e formar uma convicção. Só temos a versão da Guarda Municipal pelo boletim de ocorrência realizado na Central de Flagrantes, e vamos ouvir as outras vítimas”, disse a delegada.

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O disparo

Segundo a delegada, é possível visualizar nas imagens das câmeras de segurança um disparo. Apesar disso, não se consegue perceber qual munição foi utilizada e se teve outros tiros. “As imagens mostram o momento da chegada da viatura e dá para perceber um disparo. Se houve outros, não é possível saber. Se é de verdade ou não (munição letal ou não letal), só a perícia vai responder. Solicitamos o laudo ao Instituto Médico Legal (IML), mas não chegou ainda e deve estar sendo confeccionado. A arma foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística”, relatou Daniela.

O guarda municipal afastado de suas funções confessou no boletim de ocorrência que efetuou um disparo. Ele ainda não foi ouvido na Polícia Civil e deve ser uns dos últimos a prestar depoimento. Vale lembrar que mais duas pessoas foram feridas, uma mulher e uma adolescente.

Confusão ocorreu no Largo da Ordem, local de constantes aglomerações nesta pandemia de covid-19.
Confusão ocorreu no Largo da Ordem, local de constantes aglomerações nesta pandemia de covid-19. Imagem ilustrativa. Foto: Arquivo/Lineu Filho.

Homicídio culposo ou doloso?

Ainda não se pode concluir se o guarda irá responder por homicídio culposo ou doloso. Somente com o fim do inquérito e da apuração da investigação é que se terá uma definição.

“No culposo, o autor age por imprudência, imperícia ou negligência. No caso do guarda como ele estava em atividade profissional, então poderia ser estar agindo por imperícia. No doloso, percebe claramente que não atirou para matar, não mirou, mas assume o risco daquele resultado.  Temos autoria, mas é preciso definir o crime que ocorreu”, comentou a delegada.

Segundo o Artigo 121, §3º do Código Penal Brasileiro, homicídio doloso simples com pena de 6 a 20 anos, em regime semiaberto ou fechado. Já o homicídio doloso qualificado com  pena de 12 a 30 anos, em regime exclusivamente fechado.

Além do trabalho da Polícia Civil, a confusão que resultou na morte de Mateus está sendo apurada pela Corregedoria da Guarda Municipal que tem prazo de 15 dias para concluir o inquérito.

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