Os pais de crianças que buscarem atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Pequeno Príncipe neste fim de semana, em Curitiba, ainda encontrarão o local fechado para os casos sem indicação prévia. Apenas crianças com convênios médicos particulares e encaminhamentos do SUS que partam das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) — ou outro meio como o Samu — terão atendimento, ainda que restrito à capacidade física do hospital. Desde a noite de terça-feira (7) o Pequeno Príncipe enfrenta um problema de superlotação.

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Segundo a assessoria do hospital, nesta sexta-feira (10), por volta das 15h, o Pequeno Príncipe estava com a sua capacidade física em torno de 80%. Apesar da melhora em relação à terça-feira, quando 100% da lotação foi atingida, o número não permite a reabertura dos atendimentos de crianças pelo SUS para casos sem encaminhamento prévio. Para se ter uma ideia, mesmo operando em 80% da capacidade, havia, de acordo com a assessoria, uma fila de seis crianças aguardando leito via SUS (com encaminhamento prévio) e duas por convênio de saúde particular. Até a tarde desta sexta-feira não havia previsão de liberação.

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Hospital Pequeno Príncipe suspendeu os atendimentos para pacientes do SUS na noite de terça-feira. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná
Hospital Pequeno Príncipe suspendeu os atendimentos para pacientes do SUS na noite de terça-feira. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

 

Serviço interrompido

A unidade de urgência e emergência do Hospital Pequeno Príncipe (HPP), referência pediátrica em Curitiba, suspendeu os atendimentos para pacientes do SUS no início da noite de terça-feira (7) por causa do excesso de procura — resultado, principalmente, da mudança no tempo. Em alguns casos, a espera pela chegada até ao médico chegou a 7 horas, criando um caos dentro da unidade. Essa é a terceira vez em duas semanas que a instituição teve de interromper o serviço diante do mesmo impasse.

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Segundo o HPP, a decisão de suspender as consultas urgentes e emergentes foi tomada quando, por falta de espaço, crianças começaram a ser internadas nos consultórios. Ao final do dia, apenas uma das salas não estava com crianças internadas.

Ainda de acordo com o hospital, cerca de 80% dos atendimentos feitos nos pronto-atendimentos poderiam ser resolvidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou com consulta eletiva com pediatras. No caso da última terça, diagnósticos não urgentes e emergentes chegaram a 90% dos casos. Neste dia, 650 atendimentos foram prestados na unidade tanto pelo SUS quanto por convênio.

Atendimento nas UPAs

Sobre os atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Curitiba nega que equipes das UPAs da cidade orientem pais e responsáveis a buscarem diretamente serviço médico em outras instituições. “A nossa orientação, de forma alguma, é que se procure diretamente pelo Pequeno Príncipe. A orientação é procurar diretamente a sua unidade de saúde ou, se perceber que é caso de urgência e emergência, que procure as nossas UPAs”, ressalta Flávia Quadros, superintendente de Gestão em Saúde da SMS.

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De acordo com a superintendente, hoje 53% dos atendimentos feitos no HPP são de crianças de fora da capital. Em Curitiba, afirma a pasta, há 147 pediatras distribuídos nas 110 UBSs e outros 48 que trabalham com urgência e emergência nas UPAs. “Não faltam pediatras nas UPAs hoje. As unidades de saúde têm condições de fazer um primeiro atendimento. Se não der conta, direciona para a UPA e, quando o caso grave, que precisa de vaga hospitalar, é a nossa equipe que vai direcionar”, pontua Flávia.

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