O empresário Antonio Humia Dorrio, suspeito de matar o vizinho por causa do som alto no bairro Juvevê, em Curitiba, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). A denúncia coloca o empresário como culpado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A denúncia foi feita no fim da semana passada e agora as partes aguardam o juíz responsável aceitá-la ou recusá-la.

O pedido do Ministério Público vem na sequência da decisão do juíz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, que soltou o empresário no último 5 de junho. O magistrado entendeu que a liberdade do denunciado não afetaria o fim das investigações, além de decidir que o homem não poderia mais morar no apartamento do condomínio onde aconteceu o crime. Ainda assim, o empresário foi impedido de voltar para o condomínio onde aconteceu o crime e também de conversar com testemunhas do caso.

Procurada pela reportagem, a defesa de Dorrio disse que vai aguardar a decisão do juíz para se manifestar.

Entenda o caso

O caso aconteceu no dia 20 de maio, quando o empresário disparou quatro tiros contra o vizinho após uma discussão. De acordo com a polícia, os dois chegaram a brigar antes dos tiros, que atingiram a cabeça e o peito do engenheiro Douglas Regis Junkes, de 36 anos. Quando os policiais chegaram ao apartamento, encontraram o homem já sem vida.

O empresário foi encontrado instantes depois no Hospital Cajuru, onde ele foi buscar atendimento após ter acertado um tiro no próprio punho. Dentro do seu carro, os policiais acharam a arma utilizada no crime. Ele recebeu voz de prisão e foi levado para a Central de Flagrantes, onde foi autuado por homicídio e porte ilegal de arma. Aos policiais, o empresário disse que o engenheiro ignorava suas constantes reclamações por causa do volume alto do som.

Discussão por som alto termina em assassinato em Curitiba