Prints de conversas divulgadas pela Polícia Civil entre uma testemunha do crime e Marcos Antônio Ramos, suspeito de ser o homem que aparece nas imagens disparando cerca de 14 tiros contra Ana Paula Campestrini Oganauskas, na última terça-feira (22), mostram que o suspeito acompanhava a vítima, bem como a repercussão do crime.

Nas imagens a testemunha e o suspeito trocam informações sobre quando Ana Paula iria ao Clube Morgenau para buscar uma carteirinha de acesso para que ela pudesse ver os filhos praticando atividades esportivas. Separada do ex-marido, que era diretor do clube e considerado suspeito de ser o mandante do crime, Ana Paula lutava na justiça pela guarda das crianças e também de bens, o que pode ter motivado o assassinato.

“Passando pra avisar que falei pra Ana vir terça”, diz uma mensagem da conversa. “Tá bom, assim me programo com o *** e com a reunião que teremos. Obrigado **, bom final de semana”, diz outro trecho. “Ela vem até 09”, segue a troca de mensagens.

Em outro print, a testemunha e o suspeito falam sobre a ida de Ana e, logo depois, um link de uma matéria publicada na imprensa sobre o crime.

O crime

O assassinato de Ana Paula, flagrado por câmeras de segurança, aconteceu de forma brutal, no momento em que a vítima estava chegando na residência em que morava. Ela foi abordada por um homem, depois identificado supostamente pela Polícia como Marcos Antônio Ramos, em uma motocicleta. Ele disparou por diversas vezes contra o carro em que Ana Paula estava. Ela morreu na hora.

A motivação do crime foi a disputa judicial entre Ana Paula e Wagner Cardeal Oganauskas, seu ex-marido. Eles brigavam na justiça pela guarda dos três filhos do casal, bem como bens da família.

Foto: Reprodução/Facebook.