Das 25 escolas que participaram do desafio “Mares Limpos”, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente, 10 estão entre as finalistas do projeto e uma delas é de Curitiba. A iniciativa foi lançada nas escolas com a proposta de incentivar professores e alunos a desenvolverem ações que reduzissem o consumo de plásticos descartáveis. A Escola Pedro Apóstolo, de Curitiba, abraçou a causa e pode ser a campeã.

Foram 50 dias de atividades que reuniam ações lúdicas criadas pelos professores e alunos do 7º e 8º ano. “Os próprios alunos escolheram o tema com o auxílio dos professores, que também participaram ativamente, cada um deles trazendo a campanha de forma interdisciplinar para cada uma das disciplinas. Desta forma, as turmas decidiram trabalhar qual o impacto, principalmente da poluição do plástico, para os oceanos”, explica Carolina Paschoal, diretora da escola.

O projeto principal, chamado “O impacto do plástico nos oceanos”, teve o objetivo de fazer com que os alunos, funcionários da escola e toda a comunidade observasse a quantidade assustadora de lixo plástico descartável produzido por um grupo de 14 estudantes e suas famílias. Para isso, os alunos levavam o lixo acumulado até à escola e, juntos, construíram um painel no portão da instituição.

Turma que participou do projeto. Foto: Divulgação
Turma que participou do projeto. Foto: Divulgação

“Queríamos ver o que realmente as famílias usavam de plástico. Foi um projeto super legal, e além da gente conseguir realmente medir o impacto de consumo plástico durante esse período, também vamos doar toda a quantidade acumulada para uma usina de reciclagem, para que esse lixo tenha o descarte correto”, diz Ana Cláudia Cruz, diretora pedagógica da escola e que também esteve na coordenação do projeto.

Com as ações de conscientização, o projeto foi atraindo a atenção de todos os outros alunos, que passaram a praticar hábitos sustentáveis, como a aluna Eduarda Anderle Prado, do nono ano. “Mudamos o canudo de plástico para o de metal, sacolas plásticas por retornáveis e aprendemos que quanto mais pessoas praticarem essas pequenas ações, podemos mudar o mundo para melhor”, conta Eduarda.

A festa junina deste ano, por exemplo, conseguiu promover o evento 98% livre de plástico. A escola também sugeriu que os alunos levassem as próprias garrafas de água, para evitar o uso do copo plástico. “Ficamos muito felizes com o engajamento dos alunos, professores e colaboradores. Pretendemos continuar realizando projetos que façam a diferença dentro e fora da escola”, afirma a diretora.

Outro projeto realizado dentro do desafio da ONU Meio Ambiente, foram as entrevistas com os funcionários da escola. “Descobrimos que a escola já faz há algum tempo projetos para reduzir o consumo, como caneca de porcelana em vez de copo plástico. Parece pouco, mas faz uma grande diferença”, conta Fabrício Gogola, aluno do 8º ano.

As outras nove escolas selecionadas para a escolha do melhor projeto são de Ribeirão das Neves (MG), Águas Belas (PE), Alvorada (RS), Itajaí (SC), Campinas, Campos do Jordão, Cananeia, Itanhaém e Rio Claro, todas no estado de São Paulo.

 

De acordo com a ONU, de 60% a 80% de todo o lixo no mar é plástico. A estimativa é de que até 2050 teremos mais plástico do que peixes no mar. “Eu estou sempre tentando melhorar depois de ver, por meio do projeto, a quantidade de lixo que geramos e o impacto que isso causa para o meio ambiente. De pouquinho em pouquinho, estou convencendo meus pais e os amigos que não sabem do projeto a não usar tanto plástico”, conclui o aluno Fabrício.

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