Os invasores de ônibus, também conhecidos como “fura-catracas”, têm mudado de endereço e também de perfil. O levantamento divulgado na manhã dessa sexta-feira (21) pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), revelou que os invasores tem “migrado” das estações centrais para outras, mais periféricas, e que se antes eles eram, em sua maioria, membros de gangues ou torcidas organizadas, agora estudantes e “passageiros comuns” também têm furado catracas.

Em coletiva de imprensa, o diretor executivo da entidade, Luiz Alberto Lenz César, revelou que o número de invasões a estações tubo em Curitiba aumentou cerca 1,8% em comparação ao mesmo período de 2017. Ele afirmou que o crime têm sido praticado com frequência em razão da facilidade de invadir os ônibus, somada à falta de fiscalização e punição eficientes. “Temos alertado constantemente sobre a nossa preocupação de que isso vire uma cultura. De que essa prática de dissemine. Quem não paga passagem contribui para encarecer a tarifa dos demais”, disse.

Segundo Luiz, em reais, o total do rombo provocado pela ação dos fura-catracas no município bateu a marca dos R$ 6 milhões esse ano. Valores que poderiam ser revertidos em melhorias à estrutura do transporte coletivo da capital. “Com isso, Curitiba deixa de ganhar 5 biarticulados ou 16 ônibus de linha”, lamentou.

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Luiz Alberto Lenz César apresentou os resultados do levantamento do Setransp em coletiva nesta sexta-feira (21). Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná
Luiz Alberto Lenz César apresentou os resultados do levantamento do Setransp em coletiva nesta sexta-feira (21). Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Predileta dos invasores

A estação tubo Passeio Público foi novamente a mais invadida, com 1.840 “furadas” por semana. Por dia, segundo a Setransp, o número de invasões chega a 2.600, distribuídas por todas as 294 estações tubo da cidade.

De modo geral, desde o mês de março, os pontos mais visados pelos fura-catracas foram 19% menos invadidos nos últimos meses. “Houve um trabalho eficiente da Guarda Municipal e da Polícia Militar, em conjunto com as empresas, nas dez estações-tubo mais invadidas. Observamos porém, que esse tipo de crime migrou e passou a ser feito em outras estações-tubo”, explicou.

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Soluções

Com o objetivo de coibir a ação criminosa, a empresa Transporte Coletivo Glória vai instalar um “anteparo-teste” nas laterais da estação Passeio Público.

“Vamos fazer esse teste no início do ano que vem. Se der certo, a ideia é expandir a instalação desses anteparos para o sistema. É uma forma de protegermos o passageiro que paga a tarifa e que vê o valor subir por conta daqueles que se acham no direito de invadir o ônibus”, disse.

O projeto já foi aprovado pela Urbs e deve ser implementado já em janeiro de 2019.

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