Cerca de 60 estações-tubo dentro de Curitiba ficaram sem os cobradores, no fim da tarde desta sexta-feira (17), o que assustou os usuários do transporte coletivo, que pensaram que os 100% ônibus tinham parado de circular novamente, como ocorreu em boa parte do dia na última quarta-feira (15). A ausência dos trabalhadores se deu principalmente no eixo leste – oeste e central, o que afetou as linhas Centenário – Campo Comprido e Pinhais – Rui Barbosa.

O Sindicato das Empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) explicou que, em acordo com a Urbs, retirou os funcionários dos tubos, porque substituiu os veículos biarticulados por ônibus articulados, de menor capacidade de passageiros, onde os cobradores ficam embarcados. Sendo assim, não havia a necessidade de continuar com os funcionários nos tubos, que foram desativados temporariamente por segurança, já que, durante o dia, havia inúmeros relatos de cobradores que estavam sendo forçados a se retirarem dos postos de trabalho nas estações-tubo.

 

Sindicato não consegue registrar B.O. na delegacia

Anderson TeixeiraInicialmente, a informação era a de que os cobradores estavam sendo retirados por integrantes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). No entanto, a entidade negou que estivesse fazendo isto. Tanto que pediu à população, via imprensa, a quem conseguir filmar tais ações, que mande para o sindicato, para apurar quem os responsáveis pelo crime.

O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira (foto), esteve no 1.º Distrito Policial, no Centro, às 20h30 desta sexta-feira (17), para dar queixa da notícia falsa sendo atribuída ao sindicato. Seria relatada falsidade ideológica e estelionato, pois há informações de que havia criminosos aproveitando-se dos tubos vazios, para assumir o posto dos cobradores e cobrar tarifa dos passageiros, que ainda não sabiam que os ônibus estavam circulando fora dos tubos e a tarifa estava sendo cobrada dentro dos coletivos.

No entanto, Anderson não consegui registrar o boletim de ocorrência e deve retornar à delegacia nas primeiras horas da manhã de sábado para o procedimento.

O que impediu a confecção do B.O. foram questões de segurança. Segundo o sindicato, o policial que estava de plantão no 1.º DP alegou que, em seu penúltimo plantão, houve invasão à delegacia, com fuga de presos, e uma mulher que registrava um B.O no local foi feita refém. Como o policial fica sozinho na delegacia, recebeu ordem de trancar as portas durante a noite e não receber ninguém até amanhecer o dia.