Um estiloso macaquinho-prego de bermuda e camisa social foi flagrado por visitantes de um shopping de Curitiba circulando tranquilamente na “garupa” de um homem, na semana passada. No passeio, o bichinho causou frisson. Das poucas informações disponíveis, uma chamava a atenção. O nome dele: Leozinho Stocco, que quase soa como nome de celebridade. De fato, é o caso.

A Tribuna do Paraná foi atrás para saber mais sobre o Leozinho e em nossa busca, descobrimos que o bichinho tem até perfil nas redes sociais e, no condomínio onde mora, no bairro Umbará, em Curitiba, ele é estrela entre os vizinhos. Quem conta é Luiz Stocco, 40, dono do Leozinho. Ele revela que o macaco fez sucesso desde o primeiro dia em que entrou em casa e que, depois da divulgação do vídeo nas últimas semanas, recebeu dezenas de solicitações de seguidores no Instagram.

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Uma publicação compartilhada por Leozinho Stocco (@oleozinhomacaco)

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História

Leozinho ainda é bebê. Com pouco mais de um ano, o bichinho nasceu na cidade de Xanxerê, em Santa Catarina e foi comprado pela família depois de uma viagem de férias. O criadouro de Xanxerê é um dos únicos autorizados para macacos no Brasil.“Estávamos em Balneário Camboriú e nos deparamos com um rapaz levando um macaquinho no ombro. Minha esposa ficou maluca e então decidimos ir atrás. Encontramos um criador e, quando vimos o Leozinho, foi paixão à primeira vista”, revela Luiz.

Já em Curitiba, o bichinho foi recebido com todo o glamour e pompa. Tanto que, casa da família, um quarto inteiro foi separado para ele. “A gente queria criar solto, então arrumamos esse quarto onde colocamos suas coisinhas e o deixamos livre. Aos poucos ele foi tendo acesso a todos os cômodos da casa e hoje ele circula por onde quiser, sem restrição”, conta o empresário.

Em relação aos cuidados com Leozinho, Luiz revela que a demanda muito se assemelha à de uma criança. “Ele requer atenção quase o tempo todo e é muito carente. Leozinho não sai do nosso colo pra nada e não vive sem um chamego. O pior de tudo é que, até mais que ele, nós acabamos nos apegando demais ao bichinho”, afirma. Somando as roupas (todas combinando), adestrador, veterinário e até uma babá contratada somente para o macaco, Luiz revela que o gasto médio com os cuidados de Leozinho tem ultrapassado os 4 mil reais por mês. “É um terceiro filho. Tem a demanda emocional, nutricional, educacional, lazer… no fim das contas a gente está criando outra criança”, brinca.

Segundo Luiz, Leozinho é dócil e “vai com todo mundo”. Ele atribui a essas características o sucesso do bichinho. “Pra onde a gente vai, Leozinho vai junto. As pessoas querem brincar, por a mão e, por ele, ele vai com todo o mundo. É a gente que restringe um pouco, principalmente por conta do coronavirus”, explica.

Luiz conta que, depois do nascimento do filho mais novo, há 16 anos, a família já se considerava completa. Porém a chegada de Leozinho mostrou que algo ainda faltava. “Ele veio pra nos trazer alegria. Desde o dia que ele chegou em casa nossa vida mudou completamente pra melhor. Leozinho é carinho, amor puro… ele é nosso grude! Em tempos difíceis pelos quais estamos passando no Brasil, ele chegou pra trazer esperança e paz pra nossa família”, afirma.

Macaco-prego

Típicos da fauna brasileira, os macacos-prego integram o topo da lista dos animais mais inteligente do planeta. Na natureza, vivem em bandos de até 16 indivíduos e alimentam-se de frutos, sementes, flores, néctar, fungos, seiva, ovos, insetos e pequenos vertebrados. Pesam de dois a cinco quilos e chegam a viver em média, 40 anos.