Estudantes do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Augusto César Sandino, no Santa Cândida, estão desenvolvendo um projeto para falar sobre a importância de manter as crianças na escola. Neste projeto, os professores fazem a conscientização dos estudantes sobre a importância de estudar como forma de combater o trabalho infantil, que é proibido pela Constituição aos menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, aos 14 anos.

“Muitas dessas pessoas que estão no EJA passaram por esta situação, tiveram que deixar a escola para trabalhar quando eram crianças por necessidade e agora estão tendo a oportunidade de retornar aos bancos escolares”, explicou a assessora pedagógica do Núcleo de Educação da Regional Boa Vista, Ramolise Pieruccini.

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Além de defender o ensino para as crianças, os estudantes relatam as situações difíceis que enfrentaram pela falta de estudo e a emoção de retornar às salas de aula e aprender a ler e escrever.

“Eu não sabia ler. Fui alvo de gozação por algumas pessoas e agora que entrei no EJA já consigo entender alguns textos. Isso é muito bom. Deveria ter voltado antes porque isso está me fazendo muito bem”, desabafou o estudante Carlos Santiago.

A EM Augusto César Sandino é um das nove unidades que ofertam a modalidade de ensino para adultos com baixa escolaridade ou que não são alfabetizados. 

As aulas são diárias e realizadas no período noturno para facilitar a vida de quem trabalha e estão disponíveis também nas escolas municipais Araucária, Doutel de Andrade, Professora Kó Yamawaki, Professora Lauro Esmanhoto, Romário Martins, Tanira Regina Schmidt, Anísio Teixeira e Bela Vista do Paraíso. Na Regional Boa Vista, são 181 alunos matriculados nesta modalidade de ensino.

“Voltar a estudar foi uma coisa muito importante porque eu nunca tive oportunidade de receber o ensino quando era jovem e agora já aprendi muita coisa. Sem contar que tem a convivência com os colegas e com os professores e a gente aprende uns com outros”, relatou Maria Madalena, outra aluna do EJA da EM Augusto César Santino.

Além das aulas presenciais, os estudantes também podem assistir as aulas de casa pela TV, nos canais abertos 4.2, 9.2 e 16.4, ou pela internet no canal da Prefeitura no Youtube.

Incentivo para estudar

Sempre que surge uma oportunidade de incentivar mais pessoas a buscar a alfabetização, os professores fazem a apresentação do EJA. Uma dessas oportunidades surgiu durante a retirada dos kits de alimentação e pedagógico nas escolas da regional, onde foram observados casos de pessoas comprovando a identificação com a impressão do polegar porque não sabiam assinar o nome.

“Nós sempre orientamos estas famílias para que procurem a escola e se matriculem no EJA. Essa informação tem que chegar para que elas organizem suas vidas para estudar e atuar na sociedade de forma mais plena”, defendeu Ramolise Pieruccini.

Mas felizmente, o movimento de pessoas em busca de ensino tem crescido na regional, seja de forma voluntária ou compulsória pela exigência do mercado de trabalho.

“Em setembro tivemos 45 aplicações de exame de equivalência, que certifica a alfabetização de EJA 1, que compreende o ciclo de 1º a 5º ano do ensino fundamental”, disse a chefe do núcleo de Educação, Michele Francisca Prado.

Para este público é aplicada uma prova com cinco componentes curriculares das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Ciências.

As provas são corrigidas pela Secretaria Municipal de Educação e o certificado só é emitido em caso de aprovação. Quem não consegue sucesso, é encorajado a se matricular nas turmas do EJA para receber os ensinamentos e fazer nova prova mais tarde.

A certificação é só o início da caminhada do saber. Com ela o cidadão pode dar sequência aos estudos e se matricular no ensino fundamental 2, que é o aprendizado de 6º ao 9° ano. Passado este período, aí vem o ensino médio e finalmente o vestibular para o curso superior.

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