O ex-marido de Ana Paula Campestrini, Wagner Oganauskas, foi indiciado por homicídio da ex-esposa nesta manhã de segunda-feira (5), em Curitiba. Além dele, Marcos Antônio Ramon, acusado de ser o responsável pelos tiros, também foi indiciado pelo mesmo crime. Os dois seguem presos na capital paranaense. Segundo as investigações, existe, ainda, um cunho homofóbico para o crime.

Segundo investigação, o inquérito policial apontou que Wagner foi o mandante da execução, sendo quintuplamente indiciado por homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima para assegurar a vantagem de outro crime e feminicídio.

>>>Acompanhe a cronologia deste crime que chocou Curitiba

“Eu nunca peguei um feminicidio com fundo homofóbico tão latente. A vitima buscava ser feliz e que tinha companheira, mas que não era permitida essa divisão de família. Esse impedimento de estar com os filhos por essa questão homofóbica”, disse a delegada a delegada Tathiana Guzella.

No relatório da Polícia Civil, Guzella relatou situações em que Wagner impedia a ex-mulher de ficar com os filhos. Além disso, o acusado teria agido de maneira homofóbica ao tomar conhecimento de um relacionamento de Ana com outra pessoa do mesmo sexo. Já Marcos Antônio Ramon, acusado de ter atirado, também foi indiciado por homicídio, mas com triplo qualificação – motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Segundo a polícia, ele recebeu R$ 38 mil para matar a vítima.

O assassinado de Ana Paula Campestrini

Dois homens foram presos na manhã do dia 24 de junho suspeitos de envolvimento na morte de Ana Paula Campestrini Oganauskas, na última terça-feira no bairro Santa Cândida, em Curitiba. A prisão dos homens, identificados como Wagner Cardeal Oganauskas, advogado presidente da Sociedade Morgenau, e Marcos Antônio Ramon, diretor do clube, ocorreu em Curitiba. Wagner é ex-marido de Ana Paula, suspeito de ser mandante do crime.

O crime, flagrado por câmeras de segurança, aconteceu de forma brutal, no momento em que a vítima estava chegando na residência em que morava. Ela foi abordada por um homem em uma motocicleta que disparou por diversas vezes contra o carro em que Ana Paula estava. “Está comprovado que o autor dos disparos perseguiu a vítima no trajeto até o local da morte”, disse a delegada Tathiana Guzella à imprensa na épica do crime.

A delegada Camila Ceconello, que também participou da investigação, reforçou que Ana Paula era obrigada a ver da rua os filhos praticando esporte em um clube recreativo de Curitiba. “Na data do fato, ela tinha conseguido uma carteirinha para poder entrar no clube que o ex-marido é presidente. A vitima foi feliz para o clube e foi seguida pela moto que era conduzida por um amigo, um diretor do clube”, reforçou Cenonello.

Em depoimentos, os acusados não confirmaram participação no crime.