A ex-policial civil Elizabete Moreira de Lima, 54 anos, foi executada com um tiro na cabeça em suposto assalto na casa onde morava sozinha, na Rua Coronel Domingos Soares, Bairro Alto. Ela conversava com um vigia, por volta das 7h30 de quinta-feira (10), quando surgiriam dois bandidos armados. Elizabete e o vigilante foram feitos reféns e levados para dentro da residência.

O homem, de 42 anos, que não quis se identificar, contou que parou em frente à casa de Elizabete para receber o pagamento pelos serviços de rondas de moto durante a noite e madrugada. “Ela ia me pagar pelos últimos dois meses e me pediu para ir comprar cigarro”, disse o vigilante.

Os dois conversavam no portão, quando foram abordados pelos criminosos, que teriam chegado a pé. “Foi tudo muito rápido. Não deu para ver se havia veículo dando cobertura”, disse a testemunha. Um dos marginais encostou a arma na cabeça do vigia e ficou com ele no térreo. “Levaram minha carteira com documentos e R$ 150”, contou o vigia.

Quarto

Enquanto isso, o comparsa subiu com a ex-investigadora. De acordo com o delegado Fábio Amaro, da Delegacia de Homicídios, Elizabete dormia com um revólver calibre 38 sob o travesseiro. Uma das possibilidades é que a mulher tenha tentado reagir, pegando a arma. Ela morreu com um tiro na cabeça. O revólver não foi encontrado. “É possível ainda que eles tenham descoberto que ela era policial e por isso a mataram. A casa está bastante em desalinho e os armários, bagunçados”, contou Amaro.

O vigia também foi levado para cima e ficou desesperado ao ver o corpo da mulher no chão. “O assaltante disse pra mim: ‘fica aí se não te estouro também’. Quando percebi que eles tinham saído da casa, fui pedir ajuda”, relatou o homem, que ficou em estado de choque depois do crime, tremendo bastante, e teve de ser atendido pelo Samu.

Segundo o delegado, um notebook foi levado da casa, assim como o revólver. Um pistola calibre 40 que estava na gaveta foi encontrada. Uma das hipóteses levantadas por Amaro é latrocínio (roubo com morte). Comentou-se no local que Elizabete trabalhava como detetive particular. Dessa forma, não se descarta que a profissão da vítima tenha ligação com sua morte. Um vizinho contou que Elizabete estava aposentada e morava há dez anos no endereço, mas há dois ficou sozinha depois que a filha se casou.