Durou pouco tempo o envolvimento de Marciel Cardoso, 40 anos, com o mundo das drogas. Poucos dias após começar a traficar entorpecentes na Vila Três Pinheiros, ele foi assassinado a tiros em um beco, na esquina da Rua Rosa Marangoni Stocco com a Rua Paulino Stedile. O crime foi cometido no começo da madrugada de ontem, no Butiatuvinha.

Marciel morava com a amásia, Rosana de Lima, proprietária de uma casa de massagens, na Vila Esperança, vizinha da Três Pinheiros. Para ajudar na renda familiar, o casal abriu um bar, há dois meses. Porém, nas últimas semanas, o estabelecimento foi fechado pela polícia, por falta de alvará.

“Assim que a gente juntasse dinheiro para pagar o alvará, o bar voltaria a funcionar”, afirmou Rosana. Marciel procurou outra forma de ganhar dinheiro. Investigadores da Delegacia de Homicídios (DH) conversaram com a mãe da vítima e ela confirmou que o filho começou a traficar entorpecentes recentemente.

Balaços

Na noite de anteontem, Marciel saiu de casa com o carro de sua mãe. “Não sei o que ele foi fazer lá, nem disse para onde ia”, comentou a amásia. Por volta da meia-noite, moradores da vila escutaram quatro tiros e encontraram o homem caído ao lado de um muro. Marciel foi atingido na cabeça, no queixo e no peito.

“Ele ainda estava respirando. Chamamos o Siate, mas não resistiu”, contou Osni Rodrigues de Oliveira, presidente da Associação dos Moradores da Vila Três Pinheiros.

A cerca de 20 metros do corpo, estava o carro usado pela vítima, um Palio branco. “O veículo estava estacionado, com as portas trancadas. No interior, os policiais encontraram 13 pedras de crack”, informou a delegada Daniele de Oliveira Serigheli, da DH.

Surpresa

A notícia do envolvimento de Marciel com o tráfico surpreendeu Rosana. “Ele nunca comentou nada sobre isso. Era eu quem sustentava a casa, abastecia o carro. Ele não tinha dinheiro”, ressaltou a mulher.

A polícia deve investigar se o homem foi morto por algum traficante da região, incomodado com a recente ação de Marciel, ou se existe outro motivo para o crime.

Depois do assassinato, policiais militares receberam denúncias que haveria droga na casa onde a vítima morava com Rosana. Porém, os policiais revistaram a residência e não encontraram nada.