O sorriso aberto e o jeito maternal com os quais inicia a conversa com o “jovem repórter” já entregam que dona Selma Eliane Rodrigues, de 57 anos, é uma mãezona. Com seus dez filhos criados com muita dificuldade, hoje a auxiliar de limpeza é uma vencedora: possui sua casa própria, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, encaminhou a vida dos filhos e hoje se diz muito feliz com a vida que construiu. “O Dia das Mães é sempre uma alegria aqui em casa. Reúno todos os meus filhos, as minhas noras, os genros e meus netinhos que eu amo tanto. A casa fica naquela bagunça gostosa”, conta orgulhosa.

Mas nem sempre a vida foi fácil para dona Selma. A voz suave e o amor pela família escondem todos os abusos que sofreu, como uma mulher jovem e socialmente desprotegida. Para conseguir sobreviver, ela precisou se desdobrar entre empregos para criar, sozinha, uma dezena de crianças. Nas horas de descanso, ainda precisava aturar os abusos e as agressões dentro de casa.

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“Trabalhava em dois empregos, com produtos recicláveis, e muitas vezes trocava o dia de serviço em troca de comida. Fui casada por 36 anos, mas foi um casamento muito difícil. Já apanhei de martelo, fui colocada sem roupa pra fora de casa e, quando voltava dos empregos, ainda precisava aguentar todos os tipos de desrespeito possíveis”, relembra.

Para conseguir sobreviver, ela precisou se desdobrar entre empregos para criar, sozinha, uma dezena de crianças. Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.

Os abusos foram tantos que dona Selma precisou dar à luz em casa, novamente sozinha, sem o apoio médico necessário. “Dois dos meus filhos eu ganhei em condições precárias, um em casa e outro em um caminhão de toras de madeira, porque meu então marido havia desaparecido e eu não tinha mais ninguém. Em uma das ocasiões, quando voltei do hospital, ele disse aos vizinhos que eu havia morrido e ainda me deu ‘uma surra’, sem motivo algum”.

Por conta de tantas dificuldades, Dona Selma conta que pensou muitas vezes no pior, mas se apegava às coisas mais importantes de sua vida: sua família e sua fé. “Já cheguei a trocar geladeira e televisão para pagar aluguel em um ‘barraquinho’ que não tinha nem água nem luz, mas hoje tenho minha casinha, me sinto muito feliz e olho para o passado como aprendizado”, diz orgulhosa.

Neste Dia das Mães, dona Selma decidiu usar seu exemplo de superação como incentivo àquelas mães que passaram e ainda passam por situações tão difíceis como as quais ela precisou superar.

“Nunca esqueça que vale a pena lutar, que há esperança. Tenha certeza absoluta que tudo nessa vida tem solução. Na hora em que passamos por abusos e situações tristes é muito difícil, mas lá na frente você vai ver como você é uma vencedora. Cada luta é uma vitória. Não desista, nem por um segundo”, completa.

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