A Vigilância Sanitária interditou na segunda-feira (11), uma fábrica que produzia álcool gel no bairro Hauer, em Curitiba. Irregularidades como a falta de licença e de projeto de instalação foram identificados pelos fiscais que estiveram acompanhados por policiais civis da Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon).

Além dos problemas na questão administrativa, a Polícia Civil recolheu amostras do álcool que serão verificadas na questão de qualidade do material. No mês de março, uma outra empresa e também localizada no Hauer, produzia clandestinamente uma substância que era vendida como álcool gel. Maurício Weigert, chefe da Vigilância Sanitária do Boqueirão, aponta que pela falta de documentos, a empresa atuava clandestinamente no mercado. “Os documentos são pré-requisitos básicos para o funcionamento desse tipo de atividade. Constatamos que nem mesmo protocolo de pedido havia sido feito, ou seja, podemos considerar que a fábrica funcionava clandestinamente para a Vigilância Sanitária”, relatou Weigert.

Quinta Operação

Foram cinco operações em conjunto da Vigilância Sanitária de Curitiba com a Polícia Civil desde o começo de 2020. Destas ações, uma empresa segue interditada e outras quatro foram autuadas por algum tipo de irregularidade administrativa. A punição varia para cada tipo de irregularidade, mas irá responder tanto na esfera administrativa como criminal.

No final de abril a Polícia Federal descobriu uma outra fábrica de álcool gel adulterado. O órgão tinha comprado o produto para ser utilizado em suas dependências, mas desconfiou da qualidade descobriu a fraude. A fábrica era em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba,

Como saber se o álcool gel é falsificado?

Júlio Cezar Merlin, coordenador do curso de Farmácia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a principal orientação é comprar o produto num lugar de confiança, como farmácias, supermercados, ou farmácias de manipulação. “Se é um produto industrializado, ele sofre fiscalização da Vigilância Sanitária e outros órgãos. É uma garantia maior de que o produto traz efetivamente o que está escrito na embalagem”, explica o farmacêutico. Outra dica importante é prestar atenção no rótulo do produto.

Em caso de suspeita de irregularidades, a denúncia da produção ou comercialização do produto falsificado por ser denunciada diretamente para a Polícia Civil pelo telefone 181 ou diretamente no e-mail da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) delcon@pc.pr.gov.br.


Precisamos do seu apoio neste momento!

Este conteúdo te ajudou? Curtiu a forma que está apresentado? Bem, se você chegou até aqui acredito que ficou bacana, né?

Neste cenário de pandemia, nós da Tribuna intensificamos ainda mais a produção de conteúdo para garantir que você receba informações úteis e reportagens positivas, que tragam um pouco de luz em meio à crise. Bora ajudar?

Ao contribuir com a Tribuna, você ajuda a transformar vidas, como estas

– Pai vende vende 1000 bilhetes de rifa com a ajuda da Tribuna pra salvar o filho
– Leitores da Tribuna fazem doação de “estoque” de fraldas para quíntuplos
– Leitores se unem para ajudar catadora de papel de 72 anos

E tem várias outras aqui!

Se você já está convencido do valor de sua ajuda, clique no botão abaixo