Parentes de Carlos Eduardo de Castro Araújo, 25 anos, morto por um policial militar na noite de quarta-feira, em Quatro Barras, contestam a versão da polícia de que o rapaz estava armado com uma pistola de brinquedo e foi baleado porque os policiais pensaram ser arma de verdade. Para os familiares, Carlos estava de mãos limpas e teria sido morto numa emboscada. Tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar dizem que vão investigar as duas versões.

Os pais de Carlos disseram em entrevista à rádio Banda B, que segunda-feira o rapaz descobriu que sua mulher o traía, depois de encontrar mensagem de outro homem no celular dela. Depois de discutirem, a mulher foi para a casa de sua mãe. Quarta-feira ela teria voltado para pegar suas coisas. Nessa noite, afirmou a mãe, o policial entrou na residência para matar Carlos. A mãe tentou empurrar o policial para impedir que seu filho fosse morto. Mesmo assim, o soldado atirou pelas suas costas e matou seu filho. Ela nega que Carlos estivesse com qualquer tipo de arma nas mãos, muito menos que tinha discutido com a ex-mulher nesse dia. O motivo da execução seria problema pessoal entre o policial e Carlos.

Inquérito

A ocorrência será apurada em inquérito policial-militar, aberto pelo 22.º Batalhão. Em nota oficial, a PM afirma que parentes da mulher telefonaram para o 190, dizendo que ela estava sendo ameaçada pelo marido, com uma arma de fogo.

“Chegando ao local, a equipe policial se deparou com o homem, que apontou a arma, e a equipe policial revidou. Ainda no local, foi constatado que a arma apontada pelo homem era de brinquedo, ou seja, um simulacro, diz a nota. Para a PM, os parentes não quiseram aguardar o Siate e levaram o baleado ao Hospital Angelina Caron.