Uma vistoria da Ação Integrada de Fiscalização Urbana de Curitiba (Aifu), realizada no sábado (24), interditou o Claymore Highway Bar, na Linha Verde, bar dedicado ao estilo rock’n roll e que é uma das casas de show mais movimentadas da capital. De acordo com a Secretaria Municipal do Urbanismo e Assuntos Metropolitanos (SMU), o local não tinha alvará e funcionava sem as licenças sanitária de meio ambiente, o que é irregular.

A secretária explicou que o último alvará do Claymore Bar havia sido emitido em 2016. O bar foi interditado, principalmente, por não possuir o laudo dos bombeiros garantindo que o local tem segurança adequada para receber público. Ainda segundo a pasta, a ação da Aifu foi motivada por uma denúncia ao número 190. A secretaria não informou o teor da denúncia.

Os proprietários do estabelecimento não quiseram comentar o caso. Em uma nota sobre a ação da Aifu no bar publicada na página oficial do Claymore no Facebook, eles deram a sua versão sobre a interdição e contestaram a ação. “Viemos a público informar que tivemos uma fiscalização da AIFU que nos obrigou a fechar o estabelecimento momentaneamente apesar de termos o projeto do Corpo de Bombeiros aprovado e executado, somente aguardando a vistoria, e mesmo tendo o protocolo este não foi aceito”, diz o texto. Na sequência da publicação na rede social, o Claymore se desculpou com os clientes por se manter fechado no domingo (25) e prometeu reabrir as portas na próxima quinta-feira (29).

Sobre a reabertura do Claymore Bar, prometida pelos proprietários, a secretária informou que depende do pedido, adequação e emissão de todas as licenças, o que requer prazos de vistoria determinados para cada uma delas, a partir da data de solicitação feita pelo estabelecimento.

Movimento

O Claymore Highway Bar costuma ser frequentado por roqueiros, motoqueiros e amantes do estilo vindos de Curitiba e cidades da Região Metropolitana. O local costuma lotar. Para se ter uma ideia do movimento, em uma ação solidária realizada por bandas de rock de Curitiba, após a enchente que ocorreu na capital no início do mês, foram arrecadas mais de quatro toneladas em doações (roupas, produtos de limpeza e alimentos) e cerca de R$ 25 mil, dinheiro que foi revertido na compra de colchões e cobertores para ajudar as famílias que ficaram desabrigadas após a enxurrada.