“Ficou tudo branco e acordei no chão. Não me lembro de mais nada”, foi assim que o estudante de administração e técnico em mecânica Everson Pereira, 21 anos, descreveu o acidente que sofreu com sua motocicleta no início da tarde desta quinta-feira (24), na Rua Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco esquina com a Avenida Senador Souza Naves, no bairro Cristo Rei, em Curitiba.

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Segundo Pereira, ele havia acabado de sair da Travessa Ângelo Piazetta para acessar a Avenida Senador Souza Naves, quando após alguns metros, passou mal e perdeu os sentidos. Em seguida, ele acertou em cheio a traseira de um veículo Hyundai Elantra de cor branca. O jovem pilotava uma moto Honda CB 300.

“Eu trabalho com aplicativo e estava indo fazer uma entrega. Fazia uns 40 minutos que tinha acabado de almoçar. Nunca tive problema de saúde e agora há pouco, quando o sinaleiro abriu, o motorista do carro arrancou e eu fui logo atrás, mas passei mal e de repente ficou tudo branco e acordei no chão, não me lembro de mais nada”, comentou assustado.

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Uma equipe do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) que já havia finalizado o plantão se deparou com o acidente e parou para prestar socorro. De acordo com o Cabo Branco, apesar da pouca gravidade, o motociclista precisou encaminhado ao hospital para cuidados médicos.

“A nossa equipe tinha deixado uma vítima de outra ocorrência no hospital e já tínhamos encerrado o plantão, quando nos deparamos com esta colisão. Indagamos o rapaz e ele relatou que passou mal e não se lembra de mais nada. Os sinais clínicos estão anormais e será encaminhado ao hospital da região”, comenta.

Foto: Rodrigo Cunha /Tribuna do Paraná.
Motociclista foi encaminhado para o hospital. Foto: Rodrigo Cunha /Tribuna do Paraná.

Preocupação

Para o estudante agora só resta a dúvida e a preocupação, já que o trabalho como motorista de aplicativo é a única fonte de renda para poder se sustentar e pagar os estudos. “Estou pensativo, preciso pagar a faculdade e pagar as contas. Faço faculdade de Administração e curso Técnico em Mecânica. Agora não sei o que fazer, essa é a única fonte de renda, minha família ainda não sabe. Não sei o que vou fazer”, completa.

A vítima teve algumas escoriações e precisou ser levada para o Hospital Cajuru, em Curitiba.

*Com a colaboração de Rodrigo Cunha.

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