A fumaça das queimadas que ocorrem na região do Pantanal, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, chegou a Curitiba e região metropolitana na madrugada desta segunda-feira (14). Em vários bairros, há relatos de cheiro de queimado e, nesta manhã, o horizonte da capital apresentava uma vista como se estivesse encoberto por uma neblina.

De acordo com a Somar Meteorologia, a fumaça das queimadas viajou cerca de 1 mil km até o estado, transportada por ventos que vêm do Norte do Brasil.

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De acordo com a Somar, há uma corrente de ventos a cerca de 1,5 km de altitude que transportam a fumaça das queimadas do Pantanal para o Paraná. Desde o começo do ano, cerca de 2.349.000 hectares de áreas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram destruídas pelo fogo, segundo dados recentes divulgados pelo Ibama. Em Mato Grosso são 1.259.000 hectares e no Mato Grosso do Sul são 1.081.000 hectares queimados.

Foto: Lineu Filho / Tribuna do Paraná

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Já o Instituto Simepar não crava que a fumaça é das queimadas no Pantanal, mas ressalta que há sim condições para isso. “As condições meteorológicas são favoráveis para o transporte de fumaça dessas regiões ou até mesmo de incêndios que estão ocorrendo no Paraná”, explica o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar.

Cheiro de fumaça

Ao jornal Meio Dia Paraná, da RPC, várias pessoas relataram sentir cheiro de fumaça por vários bairros da cidade, sendo que a área com mais registro foi nas proximidades do Terminal Cabral, no Cabral. Fotos de outros pontos da capital, como o Parque Barigui e o bairro de Santa Felicidade também mostram um horizonte alaranjado, que encobre o sol como se fosse uma neblina. O fenômeno é apontado pela meteorologia como indício de fumaça no ar.

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A chegada da fumaça das queimadas do Pantanal a Curitiba prejudica a qualidade do ar, que já está seco há algumas semanas. Nesta segunda-feira, a umidade relativa do ar girava em torno de 24%. Abaixo de 20% o estado já é considerado emergencial. Em Curitiba também não chove há mais de 20 dias, por isso, a condição meteorológica é preocupante, pois agrava a forte estiagem que vive a capital e não cria condições para barrar a chegada de mais fumaça vinda do norte.