Um indicativo de greve nacional foi aprovado para o dia 19 de setembro pelos trabalhadores dos Correios. Os funcionários querem retomar a negociação coletiva diretamente entre o Comando Nacional de Mobilização e Negociação e a diretoria da empresa, sem interferências externas.

A proposta de greve foi afirmada na segunda-feira (4), em Brasília, durante o Conselho de Representantes Sindicais da FENTECT – federação que representa a categoria.

O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-Pr) informou que a classe pede 8% de reposição salarial e ainda se manifestam contra algumas ações, como a ameaça de demissão motivada, privatização, suspensão de férias e horas-extras, reformas trabalhista e previdenciária, entre outros assuntos.

Segundo o secretário geral do Sintcom-Pr, Marcos Rogério Inocêncio, todas as tentativas de negociações feitas com a empresa foram adiadas e até mesmo interrompidas.

“Queremos o início imediato das negociações com a diretoria da empresa, pois as novas regras da contrarreforma trabalhista começam a vigorar no dia 11 de novembro. Sabemos muito bem que a Lei agora está ao lado da exploração do trabalhador e do extermínio dos direitos adquiridos”, relatou Inocêncio.

A assessoria de imprensa dos Correios informou que a empresa ainda não recebeu a comunicação formal do indicativo de greve dos sindicatos. Mas ressaltou que, caso aconteça a paralisação, a empresa tem um plano de contingência que vai depender do impacto que o movimento grevista causar no trabalho.