A funerária Cristo Rei não presta mais atendimento em Curitiba. A rescisão contratual com a prefeitura ocorreu segunda-feira (10), quando a empresa foi notificada pelo Serviço Funerário Municipal por tentativa de agenciamento de um corpo de uma mulher que vivia em situação de rua. O caso ocorreu em julho de 2019 e foi divulgado pela Tribuna do Paraná.

A família da mulher de 34 anos encontrada morta em uma rua no bairro Cajuru reside em Santa Catarina e teve que enfrentar uma enorme burocracia para enterrá-la no estado vizinho. Um dos entraves encontrados na época foi que não existia um comprovante de residência da moça, pois ela vivia em situação de rua.

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Segundo a prefeitura, um funcionário da funerária ofereceu ao irmão da vítima a chance de burlar o sistema de liberação do corpo pagando R$ 1,5 mil para fazer a transferência do corpo para a cidade de Maracajá, litoral de Santa Catarina. No entanto, a cobrança é considerada ilegal, especialmente após o irmão aceitar o serviço gratuito amparado por lei para sepultamentos em cemitérios municipais de Curitiba.

“Abrimos um processo administrativo para apurar os fatos, seguindo oque rege a legislação do Serviço Funerário Municipal. O sistema existe para proteger o cidadão de situações como esta”, relatou a secretaria municipal de Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias.

A Tribuna procurou a Funerária Cristo Rei. A empresa diz que acionou o departamento jurídico para analisar a melhor forma para buscar o retorno das atividades.

Serviço Funerário

São 25 funerárias que atuam no sistema de sorteio em Curitiba. As empresas escolhidas por um processo licitatório atendem aos sepultamentos em ordem aleatória por um sistema eletrônico de processamento de dados.

As funerárias têm serviços obrigatórios ou facultativos que são tabelados pelo município, conforme a contratação do funeral. Essas tabelas podem ser consultadas no Serviço Funerário Municipal.