O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpre nesta quinta-feira (08), dez mandados de busca e apreensão em Curitiba, São José dos Pinhais e Tijucas do Sul. A investigação trata de possível crime de corrupção ativa e passiva praticado por dois policiais lotados na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da capital.

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A Operação Mônaco começou em 2019 e as ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal de Curitiba e cumpridas na sede da DPMA, nas residências dos investigados e em cinco postos de combustíveis. Policiais do Gaeco estão verificando documentos e arquivos em computadores.

 A ação do Gaeco recebe apoio do Instituto de Criminalística e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Delegado explica investigação

O delegado Matheus Laiola é quem comanda a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e explica que não é o alvo da investigação. Laiola ganhou destaque nas redes após realizar uma grande quantidade de resgates a animais vítimas de maus tratos.

Leia, na íntegra, o posicionamento do delagado:

Eu, Delegado Matheus Laiola, prezando pela transparência e o comprometimento com a população, venho a público esclarecer sobre o cumprimento do mandado de busca e apreensão na Delegacia do Meio Ambiente de Curitiba, na manhã do dia 08 de julho de 2021.
1 – Eu não sou alvo da investigação- não estou sendo investigado.
2 – A investigação recai sobre um policial lotado na Delegacia e outro já aposentado e segue sob sigilo, não havendo nenhuma prisão.
3 – Eu me coloco totalmente à disposição da Justiça, assim como as portas da Delegacia do Meio Ambiente de Paraná estão abertas para facilitar e ajuda no que precisarem.
4 – Sou a favor que investiguem o mais rápido possível para estabelecimento da justiça, punindo, se culpados, ou tirando as acusações, se inocentados.
5 – Meu propósito e foco está no meu trabalho, vou continuar salvando”
, diz a nota.