A gangue da marcha à ré agiu sem parar na madrugada desta segunda-feira (4) em Curitiba. Foram três ataques em pouco tempo, mas em bairros diferentes: Juvevê, Hauer e em Santa Felicidade. Nas três ações, os bandidos destruíram as fachadas das lojas e fugiram com produtos.

A primeira ação foi por volta de 2h30, na Americanas da Rua Rocha Pombo, no bairro Juvevê. Segundo a Polícia Militar, três homens em um Cross Fox chegaram ao local e, usando a marcha à ré, entraram na loja.

Os bandidos pegaram o que puderam e saíram sentido ao bairro São Francisco. A loja possui circuito de câmeras de segurança, que pode ter registrado a ação e deve ajudar nas investigações.

Horas depois, já perto das 4h, a Casas Bahia da Avenida Marechal Floriano Peixoto, no Hauer, em frente ao terminal do bairro, foi invadida. Conforme informou a PM, usando um Fox prata, os bandidos quebraram a porta de entrada e fugiram levando o que puderam.

A última ação foi pouco tempo depois, já perto das 5h. Bandidos usando um veículo entraram na Multiloja da Avenida Manoel Ribas, em Santa Felicidade. Depois de destruir a porta, eles pegaram eletrônicos e fugiram.

Na Multiloja, um homem teria sido preso por um dos vigilantes, porque foi flagrado tentando levar objetos da loja que estava aberta. Ele foi encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac) Sul, no Portão.

Depois do prejuízo, comerciante tomou uma atitude para dificultar o acesso. Foto: Lineu Filho.

Estacas como proteção

Os prejuízos para quem sofre o ataque da gangue da marcha à ré são grandes porque, além do que é furtado, os comerciantes precisam arcar com tudo o que foi destruído. Na última semana, duas lojas em Curitiba foram alvos da ação da marcha à ré e os comerciantes já tomam atitudes para pelo menos dificultar para os bandidos.

Na Rua Marechal Deodoro, centro de Curitiba, a proprietária de uma loja de roupas que foi invadida pelos bandidos na madrugada de terça-feira da semana passada, adaptou estacas de ferro para manter a loja em segurança durante as madrugadas. “Ainda não consegui calcular o prejuízo, mas foi grande. Por isso, tivemos essa atitude. Esperamos que, pelo menos, dificulte para eles”, disse a mulher, que não se identificou.

O material, que é feito de ferro, fica entre a porta de aço de enrolar e a parte de fora da loja. “Não sabemos até quando vai garantir que ninguém entre, mas os outros comerciantes já começaram a avaliar essa mesma medida”, contou a comerciante. A medida é semelhante à que foi tomada pelos proprietários de uma famosa joalheria na Rua XV de Novembro, que foi alvo da marcha à ré em setembro do ano passado.

Durante o dia, uma tampa protege o espaço da
estaca de ferro. Foto: Lineu Filho.

Em outra ação da semana passada, na sexta-feira, na Rua Tijucas do Sul, no Sítio Cercado, os bandidos tiveram que fugir às pressas porque o carro ficou entalado. Eles até conseguiram pegar algumas calças e vestidos, mas o carro os atrapalhou. O veículo, que era roubado, foi retirado por policiais.

Os crimes são investigados pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Em praticamente todos os casos, câmeras de segurança registraram as ações e as imagens geralmente colaboram com as investigações. A Polícia Civil não informa quantos ataques foram registrados nos últimos dias, pois os números entram nas estatístic,as gerais dos registros de furto qualificado.