Dois pichadores, um de 19 e o outro de 22, foram pegos em flagrante na madrugada deste domingo (10) na Rua Saldanha Marinho, próximo a Praça da Espanha, no Bigorrilho. Logo que foram abordados, um deles ainda foi irônico com os guardas municipais e disse que eles tinham que perguntar como ele estava ao invés de prendê-lo.

Eles foram vistos pela equipe, que patrulhava pelas ruas próximas a Praça da Espanha. Os dois pichavam uma loja de calçados no momento da abordagem e não tiveram nem como negar que estivessem pichando.

O que chamou atenção dos GMs foi a forma irônica que um dos rapazes reagiu quando recebeu voz de prisão. De acordo com o relato da equipe que fez a detenção, os dois não tentaram fugir ou partiram para cima dos guardas, mas um deles falou aos guardas que eles deveriam perguntar como tinha sido o dia dele, ao invés de prendê-lo.

Os dois foram presos e encaminhados à Delegacia do Meio Ambiente, onde foram autuados e vão responder pelo crime de pichação, além de ter que pagar multa de R$ 1.806 cada um. Eles ainda podem se complicar ainda mais, se o proprietário do imóvel acioná-los na Justiça para solicitar a reparação do dano.

Lata de tinta encontrada com os dois delinquentes. Foto: Colaboração /GM.

Praça da Espanha

A praça, que recebe muita gente nos finais de semana, recentemente foi restaurada pela Prefeitura de Curitiba. Antes das obras, o local era marcado pelas inúmeras pichações e, neste sábado (09), dias depois que a restauração terminou, voltou a ser vítima da ação de vândalos. A Praça da Espanha amanheceu com as paredes pichadas e isso fez com que os comerciantes tomassem uma atitude eficaz para afastar os pichadores.

Depois de remover toda a pichação, a associação local foi em busca de algo que sanasse de vez o problema. “Eles compraram um produto que impermeabiliza a parede e impede que a tinta do spray fixe. Assim, todo o espaço da Praça da Espanha ficou protegido das pichações”, disse o inspetor Claudio Frederico, diretor da GM.

Para impedir que a pichação aconteça, o produto usado foi um verniz impermeabilizante incolor. Esse verniz possui alta resistência e é um produto desenvolvido para proteger áreas sujeitas ao trânsito extremo ou ao vandalismo. Ele cria uma espécie de barreira, que impede a tinta de se fixar.

Para o inspetor, o problema começa com quem vende a tinta para os adolescentes e jovens. “O que falta é empenho por parte de alguns comerciantes. Os vendedores de lojas de tinta, que fornecem as tintas de spray usadas para a pichação, não se preocupam com o problema. Não se atentam inclusive quanto à proibição da venda aos adolescentes”, explicou.

De acordo com o diretor da GM, cerca de 50% dos pichadores têm menos de 18 anos e o estabelecimento que vende spray para menores paga R$ 4.512,20 e R$ 9.024,40 no caso de reincidência. Na terceira punição, o alvará comercial do vendedor é cassado. A Guarda Municipal pede a quem flagrar a venda a menores, que denuncie a loja, pelo telefone 153, o mesmo para casos de pichação.

Praça da Espanha antes da limpeza feita pela população. Foto: Colaboração/GM.
Mesmo espaço da Praça da Espanha depois da limpeza. Foto: Colaboração/GM.