A tecnologia avança e quem também acompanha as inovações é a ousadia dos bandidos. Lançado em novembro de 2019, o Pix – sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana – já atraiu a atenção de golpistas, que têm aproveitado a ferramenta para tirar dinheiro de suas vítimas com mais rapidez, como alerta o Procon-PR.

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Segundo o Procon, o crime relacionado ao Pix funciona quando algum criminoso consegue invadir a conta do WhatsApp da vítima e manda mensagem para seus contatos, pedindo alguma transferência via Pix. Isso acontece geralmente quando o usuário acessa algum link desconhecido ou por algum dado pessoal que foi disponibilizou por uma mensagem ou ligação.

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“A tecnologia, sem dúvida nenhuma, é uma mão na roda e facilita muito a vida da gente. Mas tem que tomar muito cuidado, porque já estão aparecendo golpes através do Pix. Como é que funciona: alguém invade a conta do WhatsApp do consumidor, manda uma mensagem pedindo uma transferência, se passando por um amigo, por um contato e pedindo uma transferência via Pix – que funciona 24 por 7, ou seja, todos os dias da semana, 24 horas por dia e as transferências são feitas em até 10 segundos”, alertou a diretora do Procon-PR, Claudia Silvano, nesta sexta-feira (15), em entrevista ao jornal Bom Dia Paraná, da RPC.

A diretora do Procon-PR, Claudia Silvano. Foto: Felipe Rosa/Arquivo/Tribuna do Paraná.

Claudia ainda ressaltou, que diferentemente de outras transações bancárias, o uso do Pix requer mais cuidado, por ser uma transferência feita em um período de tempo menor e também, mais difícil de ser desfeita. “É bom ser prudente. Recebeu uma mensagem pedindo dinheiro, tome cuidado, porque reverter isso depois é muito difícil. Até porque, as transferências acontecem no espaço muito pequeno de tempo, em até 10 segundos, diferentemente do que acontecia com TED ou com o DOC. É preciso ter cuidado, recebeu uma mensagem pedindo dinheiro, verifique e confira se realmente é um amigo, é um parente que está pedindo, para não levar prejuízo”, orienta a diretora do Procon-PR.