Sem acordo em cinco horas de audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os motoristas e cobradores recusaram a proposta e decidiram continuar com a greve parcial de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana.

Mesmo com a continuidade da greve, a desembargadora Marlene Suguimatsu determinou a ampliação da frota mínima – 80% nos horários de pico (5h às 9h e das 17h às 20h) e 60% nos demais períodos. A nova frota mínima deverá ser cumprida a partir das 5h da manhã desta quarta-feira (22). A multa de R$ 100 mil por hora foi mantida pela magistrada.

Depois de duas audiências de conciliação, o dissídio coletivo da categoria vai a julgamento, que ainda não tem data marcada para acontecer. De acordo com o Sindimoc, sindicato que representa os motoristas e cobradores, 90% dos 833 trabalhadores presentes em assembleias rejeitaram a proposta das empresas de reajustar em 6% o vale-alimentação.

As outras propostas tinham sido aceitas pela categoria, mas, sem uma nova proposta por parte do Setransp, o sindicato patronal, no reajuste do benefício, a negociação voltou a estaca zero.

O Sindimoc rejeitou a proposta das empresas, que, durante toda a negociação não saiu dos 6% de reajuste dos salários e no vale-alimentação, além de R$ 400 de abono a serem pagos em maio de 2017. A proposta inicial dos trabalhadores era de 15% de reajuste nos salários e vale-alimentação que passava de R$ 500 para R$ 977.

Depois da primeira audiência de conciliação no TRT, os trabalhadores reduziram o pedido de reajuste salarial para 10%, o vale-alimentação para R$ 630 e pediram um abono salarial de R$ 450.