Curitiba amanheceu nesta segunda-feira (12) sem a prestação de vários serviços públicos. Dois sindicatos de servidores municipais comunicaram greve por tempo indeterminado. A medida é uma reação ao Plano de Recuperação, apelidado de pacotaço, que está em discussão na Câmara Municipal e pode ser votado nesta semana. Unidades de saúde, escolas municipais, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) já estão sendo afetados.

Uma concentração de servidores em frente à Câmara Municipal está marcada para começar às 7h. A prefeitura informou que foi notificada sobre a greve e que não recorreu à Justiça para evitar a paralisação, esperando que sejam cumpridos os porcentuais mínimos nos casos de serviços considerados essenciais. Segundo a assessoria de imprensa, não se sabe quais atendimentos serão prejudicados.

Em nota divulgada ontem, a prefeitura ressaltou que tem mantido aberto um canal de negociação com os servidores. “Desde o final de março, quando começaram os encontros com a Comissão de Negociação com os sindicatos que representam as categorias profissionais do serviço público municipal, representantes da administração estão promovendo uma reunião a cada 2,7 dias úteis com os sindicalistas”, citou.

Sem aulas?

Segundo o Sismmac, sindicato que representa os professores da rede municipal, só será possível dimensionar a adesão e quais escolas estarão fechadas a partir da mobilização dos servidores nas primeiras horas desta segunda-feira. A categoria não é obrigada a manter um atendimento mínimo e, então, há a possibilidade de que nenhuma instituição abra as portas.

Guardas municipais também decidiram parar, mas até as 8h20 a reportagem não havia conseguido contato com o sindicato que os representa para saber o grau de adesão ao movimento.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) explica que os grevistas querem a retirada dos projetos apresentados à Câmara, com a alegação de que as propostas não foram discutidas com os servidores. A situação ficou mais inflamada depois que o governo conseguiu aprovar, na semana passada, a tramitação do pacotaço em regime de urgência, o que diminuiria o tempo para a discussão das medidas. Possíveis impactos previdenciários são as principais fontes de preocupações para os servidores, que já protestaram contra as medidas, paralisando as atividades em abril.