Um grupo com cerca de 30 pessoas protestou na manhã desta segunda-feira (31), em frente à empresa do transporte coletivo Glória, no bairro Boa Vista, em Curitiba. A ideia dos manifestantes foi demonstrar a insatisfação com o comércio fechado e os ônibus lotados durante a pandemia, e também, contra o período de restrições impostas pela bandeira vermelha, decretada na última sexta-feira (28) na capital. Sobre o transporte coletivo, a prefeitura desmente que os ônibus da cidade são foco de contaminação com o coronavírus.

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A irritação por parte das pessoas que estiveram na manifestação é de que as regras não são equilibradas e semelhantes para todos os setores da economia. Enquanto alguns estabelecimentos considerados não essenciais precisam se adequar para vender, os ônibus do transporte coletivo seguem circulando diariamente, cheios de passageiros.

José Karam, fotógrafo, e diretor de eventos da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel), relatou que o grupo desta manhã foi formado por comerciantes e empreendedores que estão sofrendo com a pandemia. “Trabalho há 30 anos com fotografia e o setor de eventos é o mais prejudicado. Não temos um plano para salvar os negócios e estamos há um ano e dois meses sem receber. Aí verificamos os ônibus lotados, mas a resposta é com a prefeitura”, disse Karam.

Comerciantes e empreendedores demonstram insatisfação com as medidas restritivas. Foto: Colaboração/Karam Fotógrafo

Carreata dos comerciantes

Comerciantes de Curitiba pretendem realizar nesta terça-feira (1º), uma carreata em protesto contra as medidas restritivas adotadas pela prefeitura de Curitiba. A organização da manifestação é da Associação Comercial do Paraná (ACP). A bandeira vermelha foi definida pela prefeitura combater o contágio com o vírus e para “dar alívio” ao sistema de saúde da capital, que está sobrecarregado com o agravamento da pandemia.

De acordo com Camilo Turmina, presidente da ACP, os comerciantes estão cansados e agoniados com a falta de diálogo e com as imposições feitas pela prefeitura de Curitiba. “Nós já demos várias sugestões para evitar que o comércio venha a fechar as portas, como já está acontecendo. Além disso, o próprio freguês não sabe o que está aberto, quando pode comprar e o que pode gastar. O consumidor não está feliz em ouvir toda hora lockdown”, disse Turmina.