A valorização média de 5% registrada pelos apartamentos novos no ano passado, em Curitiba, fez com que o reajuste do preço do metro quadrado não conseguisse acompanhar a inflação do período, que foi de 10,67%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em algumas regiões da cidade, a correção foi ainda menor e chegou a atingir índices negativos, como demonstram os dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR).

No Alto da XV, por exemplo, o metro quadrado privativo dos apartamentos novos era comercializado a R$ 6,8 mil em dezembro, valor 13% menor do que o registrado no mesmo mês de 2014, que era de R$ 7,8 mil.

No Fanny, o reajuste médio também ficou negativo, na casa dos 11%, fazendo com que o preço do metro quadrado novo passasse de R$ 4,7 mil para R$ 4,2 mil no período.

“No Alto da XV, o encerramento das vendas de alguns empreendimentos, com unidades de altíssimo padrão, ajudou a reduzir o índice. O Fanny, por sua vez, é uma região de baixíssima oferta e que recebeu o lançamento de imóveis de perfil econômico, de baixo valor, o que contribuiu para reduzir a média de preço”, explica o diretor de pesquisa de mercado da Ademi-PR, Fábio Tadeu Araújo.

Conheça quais são os bairros que concentraram a menor valorização dos imóveis novos no ano passado: 

1º Alto da XV: com reajuste negativo de 13%, o preço do m² privativo dos apartamentos novos passou de R$ 7.770,78 para R$ 6.768,31, tendo dezembro como mês de referência.

2º Fanny: em dezembro, o preço do m² privativo era comercializado a R$ 4.164,19, 11% a menos do que o registrado no mesmo mês de 2014. 

3º Pilarzinho: com correção negativa de 7%, o valor do m² dos apartamentos novos era de R$ 4.598,99, em dezembro. 

4º Guabirotuba: o reajuste no bairro também ficou na casa dos 7% negativos, com o preço do m² passando de R$ 6.440,36 para R$ 6.012,21. 

5º Santa Cândida: com valor do m² comercializado a R$ 3.699,90, em dezembro, o bairro registrou correção negativa de 7% em 2015.

Confira aqui a lista dos bairros que fizeram o caminho inverso e mais valorizaram em 2015.