A história de um crime que revoltou moradores de Pinhais no início de 2011 teve um ponto final ontem, no Fórum da cidade. Adilson Bonette (foto), 27 anos, foi julgado por matar, com um tiro na cabeça, sem nenhum motivo, Luara Luiz João, 19. A vítima estava grávida de cinco meses e o feto também morreu. Adilson foi considerado culpado, tanto pela morte de Luara, quanto do filho que ela carregava. A condenação ficou em 16 anos, um mês e 20 dias em regime fechado.

Pela manhã, o delegado Fábio Amaro, titular da delegacia de Pinhais na época do crime, uma testemunha e Adilson foram ouvidos no Fórum de Pinhais, acompanhados pelo assistente de acusação e pela advogada de Adilson, Kelly Elizabeth Fernandez Laurindo.

O réu, que já estava preso na Casa de Custódia em Curitiba, onde cumpriu dois anos e sete meses da pena, entrou com recurso da sentença, que será julgado nos próximos meses.

Sacada

De acordo com o depoimento de testemunhas, em 20 de janeiro de 2011, Adilson chegou portando um revólver calibre 38 a uma lanchonete na Rua Mandaguaçu, Vila União, aparentando estar bêbado. Todos fugiram e Adilson atirou contra uma moça, mas não a atingiu.

Ele saiu da lanchonete e, no momento em que Luara, que morava em cima do estabelecimento, estava na sacada falando com uma prima. Adilson atirou na testa de Luara, que morreu na hora. Ele só foi preso um mês depois, no interior do estado.

Em depoimento, Adilson alegou que comprou a arma na lanchonete para defender a família de ameaças e que atirou para cima uma vez, para testar a arma. Ele disse ainda que só soube que Luara foi atingida depois, por familiares.