O projeto Notas para a Vida realiza nesta semana uma série de apresentações musicais em hospitais de Curitiba. A primeira aconteceu na segunda, no Hospital Marcelino Champagnat, e a próxima será nesta quarta-feira (20) na Oncoclínica, a partir das 10h, em lembrança ao Outubro Rosa.

Ainda serão feitas apresentações no Hospital do Cajuru (quinta, dia 21, às 10h) e Santa Casa de Misericórdia (sexta, dia 22, às 14h). O projeto foi criado pelo empreendedor social Jair Marcelo Petry,

O projeto

Ao ouvir uma música como você sente? É com a melodia que emoções, lembranças, pessoas, momentos, começam a passar pela nossa memória e nos transmitem a sensação de bem-estar, não é mesmo? Agora pare um pouco e imagine o quanto a música pode proporcionar melhor qualidade de vida para pacientes acamados ou há tempos em tratamentos nos hospitais, ou em idosos em asilos, abandonados, ou ainda em orfanatos, muitas vezes, rejeitados, a espera de uma nova família.

O Projeto Notas para a Vida teve início em 2016, quando realizou algumas contrapartidas de um projeto cultural em creches municipais na periferia de Curitiba. Após um ano planejando como a música poderia fazer melhor sentido pra si mesmo e como poderia ajudar cada vez mais pessoas, o empreendedor retomou o projeto em 2018, com o objetivo de estar em meio a um maior número de instituições, afinal como diz Petry: “a música é como se fossem pequenas doses de anestésico para curar dores emocionais”.

Nesta mesma época, a Itaipu Binacional comprou a ideia e se tornou uma grande parceira oportunizando na realização de 60 ações nos estados do Paraná e Santa Catarina. Com isso, Petry levou o projeto a pacientes em tratamento nas diferentes alas dos hospitais, como: emergências, centro cirúrgico, UTI, UTI Neonatal, neuro, pós-cirúrgico, pré parto e pós-parto, oncológico, internamento, e tantas outras.

Além dos hospitais, o projeto Notas para a Vida se fez presente em lares para idosos, orfanatos, casas de recuperação, alcançou ainda, pessoas com necessidades especiais atendidas como na instituição Pequeno Cotolengo e a partir do ano que vem presídios também entram no roteiro deste vasto projeto.

Neste ano, o projeto foca em realizar quase 100 ações no Paraná e Santa Catarina. “Meu objetivo é de ajudar pessoas! Não sou um artista em busca de aplausos, penso apenas que de alguma forma através do trabalho que realizo consigo alcançar e ajudar pessoas”, afirma Petry.

Ao todo, desde o início do projeto, já foram concluídas 291 ações em 12 cidades nos dois estados, alcançando mais de 4 mil pessoas, que tiveram acesso a música instrumental tocada ao som do piano. No total, foram 9 mil minutos de música executada ao vivo. Este trabalho repercutiu com mais de 15 mil visualizações nas redes sociais e em 80 instituições visitadas.