Às 8h de segunda-feira, os caminhões de lixo da Cavo, que recolhe os resíduos de Curitiba e região metropolitana, mudarão o destino final. O aterro da Caximba fechará as portas e outros dois aterros particulares, licenciados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e credenciados pelo Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos, assumirão o serviço.

Os vizinhos do antigo aterro comemoram. Serão realizados vários eventos festivos entre domingo e segunda-feira na região da Caximba. O terreno que receberá quase toda a coleta de lixo será o da Estre Ambiental, localizado em Fazenda Rio Grande, com capacidade para 2,5 mil toneladas diárias.

A empresa recebeu um alvará de funcionamento válido até 31 de dezembro, que só será renovado caso seja concluído o acesso à Avenida Mato Grosso -único trajeto permitido pelo IAP.

O secretário de urbanismo da cidade, Elvis Maioky, acredita que a empresa enfrentará problemas devido à localização do aterro. “Os caminhões possivelmente passarão do limite de carga permitido pela balança da BR-116, que fica antes da entrada para a avenida. Não sei como eles vão passar, mas não vamos liberar outras ruas porque antes da balança é conglomerado urbano e causaria um problema enorme para os moradores, além de ir contra a licença de operação do IAP”, ressalta. Os caminhões da Cavo com dois eixos carregam até 15 metros cúbicos de resíduos, e os de três eixos carregam até 19 metros cúbicos.

Em Curitiba, um terreno da Essencis Soluções Ambientais, situado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), tem liberação para receber também 100 toneladas diárias.

Ainda está em fase de implantação um terceiro aterro que poderá ser utilizado, da própria Cavo, em Mandirituba. Esta área pode começar a operar em até seis meses.

O credenciamento da Essencis e da Estre é válido por dois anos, prorrogáveis por mais cinco, e foi feito em caráter emergencial até que se resolva a briga judicial que envolve o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar).

“Se antes de dois anos o Sipar estiver ativo, poderemos desativar estes dois aterros antecipadamente, mas acreditamos que dois anos é um prazo que se encaixa perfeitamente, porque além da questão judicial, é necessário um prazo para a implantação”, explica o secretário de Meio Ambiente de Curitiba, José Antônio Andreguetto.

Segundo ele, nos primeiros dias de operação, é possível que haja algum transtorno no horário e período de coleta de lixo na cidade. “Pedimos a compreensão da população porque, como em qualquer mudança, poderão acontecer imprevistos. Vamos envidar todos os esforços para manter os horários como sempre foram, e qualquer transtorno que houver segunda ou terça será resolvido até quinta-feira”, afirma.

O secretário lembra que a Caximba não será abandonada. “A Caximba não acaba com o fim das operações de recebimento de lixo. Tem um plano de encerramento com obras essenciais para garantir a sua estabilidade. Vamos criar um parque naquela região, com monitoramento de gases constante”, garante.