Um incêndio de proporções médias destruiu cinco veículos que estavam no estacionamento de um hotel na Avenida Silva Jardim, no bairro Rebouças, em Curitiba, próximo à esquina com a Rua Rockefeller e atrás do shopping Estação. Três equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no combate às chamas, mas não houve feridos. Uma das pistas da avenida, assim como duas quadras da Rua Rockefeller, precisaram ser interditadas para que os bombeiros pudessem trabalhar. O trânsito ficou muito complicado, bem na hora do rush.

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O incêndio começou por volta das 16h30, num terreno onde o Kings Apart Hotel, que fica na quadra seguinte, mantém os carros de clientes estacionados. Conforme o capitão Bortolassi, do Corpo de Bombeiros, não é possível saber o que iniciou o fogo. Ele constatou apenas que, além dos carros, o local tinha muito material combustível, pois a cobertura dos carros era feita de madeira e telha eternite, além de muito entulho, principalmente madeiras, num dos cantos do terreno. Dos cinco carros, um ficou parcialmente queimado e os outros quatro totalmente destruídos.

Na frente do estacionamento há um restaurante de comida chinesa, japonesa e brasileira. Conforme a dona do comércio, Kerry Zhu, apesar do depósito do estabelecimento ter parede “colada” com o estacionamento, o local não foi atingido. O restaurante já estava fechado e a família em casa quando recebeu o telefonema de uma amiga, moradora do edifício ao lado, avisando sobre incêndio. Até então, todos pensavam que as chamas eram no restaurante.

Vizinhos afetados

Já nas laterais do estacionamento há dois edifícios residenciais. A fumaça preta que invadiu os apartamentos logo alertou os moradores, que desceram correndo para se precaverem de acidentes.
No prédio à esquerda, a moradora Ilze Ribeiro, 66 anos, temia uma explosão, visto que a central de gás do edifício fica “colada” com o muro do estacionamento.

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Mas os prejuízos parecem ter ficado no edifício à direita, onde as venezianas se plástico das janelas dos três primeiros andares derreteram. Uma chegou a cair. O síndico deste prédio, Artemio Sulzbacher, disse que o calor estava muito forte na parede do prédio. Ele desligou os elevadores e pediu que os moradores descessem pelas escadas. Com a ajuda do porteiro e de outros vizinhos, pegaram as mangueiras de incêndio do edifício, jogaram por cima do muro e iniciaram o combate às chamas no terreno ao lado, até a chegada dos Bombeiros, porque as labaredas estavam muito altas.

No fim da tarde, a intensa fumaça preta vinda do local chamou a atenção dos curitibanos, podendo ser avistada até mesmo de outros bairros da capital, como Mercês e Vista Alegre.

Prejuízo

O proprietário de um dos carros, hóspede do hotel, chegou enquanto os bombeiros ainda apagavam o fogo. Ele pediu para não ser identificado, mas contou que precisa do carro para trabalhar. Ele é do Rio de Janeiro, trabalha com viagens e está em Curitiba há quatro meses, para organizar viagens.

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Na tarde desta sexta-feira, ele tinha uma reunião no Centro de Curitiba. Decidiu deixar o carro no hotel porque gastaria menos de Uber, do que pagando estacionamento no centro da cidade. “Sempre vou de carro. Hoje que decidi deixar aí acontece isso. O dono do hotel disse que vai pagar o prejuízo, vamos ver, pois estou numa situação difícil”, disse o homem, dono de um C4 Pallas, visivelmente chateado.

O trabalho dos bombeiros só terminou no início da noite e o trânsito na avenida liberado perto das 19h.

 

 

 

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