Valdomiro dos Santos saiu no fim da manhã desta quinta-feira (11) para deixar a neta na escola. De lá, viu uma coluna de fumaça. Só não imaginava que ela vinha do incêndio que destruiu completamente sua casa e mais duas, na Vila Terra Santa, Tatuquara. Ainda com lágrimas no canto dos olhos, ele vê o lado positivo da tragédia: “O melhor nós salvamos: nossas vidas”. Nenhum dos moradores ficou ferido.

Quando os bombeiros chegaram à Rua Roberto Ozorio de Almeida, pouco puderam fazer pelas moradias. Segundo a tenente Bagge, três equipes e cerca de 12,5 mil litros de água foram empregados para conter as chamas. Ela disse que por as casas serem de madeira e de o local estar cheio de materiais recicláveis, pois um dos moradores é catador, a propagação do fogo foi rápida. Por volta das 14h, o incêndio já estava controlado e os bombeiros jogavam espuma sobre os escombros, para evitar que as chamas retornassem.

Solidariedade

A tragédia reuniu a vizinhança, que garantia abrigo aos que perderam as casas. “Dorme cada dia na casa de um”, comentou uma das vizinhas. Ela disse ter visto fumaça saindo da janela de uma das residências. “Começou a estourar as coisas e o fogo pegou muito rápido. Gritei, mas não deu tempo”, disse.

Isabel dos Santos perdeu a casa em que morava há dois anos, com o marido, dois netos e o pai, que é cadeirante. “Eu tinha acabado de sair. Vi uma fumaceira e voltei, mas já estava tudo tomado”, contou. Ela acha que o fogo foi causado por

curto-circuito. “Havia punhados e mais punhados de fios para fora. Há uns quatro meses já tinha pegado fogo, mas meu marido conseguiu apagar”, afirmou. Ela disse que, entre os bens que perdeu, estão eletrodomésticos recém-comprados. Quase nada conseguiu ser salvo, mas para os moradores isso não era o mais importante. “Nossa preocupação foi ver se não tinha ninguém lá dentro”.

“Perdi a cama boa que eu tinha, paguei mais de mil reais por ela”, lamentava José Justino de Oliveira, com um cobertor nas mãos, um dos poucos objetos que resgatou, e sem um dos chinelos, que ficou dentro da casa queimada. Ele morava sozinho há oito anos no local e agora vai contar com o apoio da filha, que também mora no bairro.

Quem puder ajudar as famílias que perderam as casas no incêndio, pode entrar em contato pelos telefones: 9692-5227 (José Zito, marido de Isabel), 8452-2196 (Leozenir, filha de José Justino) ou 9541-2330 (Valdomiro).

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