Foi controlado no fim da tarde de sábado (25) o incêndio que atingiu a área de várzea da Barragem do Iraí, entre Quatro Barras e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A represa é responsável por cerca de 30% do abastecimento de água de Curitiba e região metropolitana, que enfrenta a pior estiagem desde 1997.

Por causa da seca, a Iraí está 60% abaixo do seu volume normal e o consumo de água aumentou por causa das medidas de higienização para prevenir o coronavírus, o que poderia ser agravado se o incêndio não fosse controlado. Tanto que a Sanepar vem fazendo constantes rodízios de cortes de água em bairros de Curitiba e das cidades da região metropolitana.

Neste domingo (26), o Corpo de Bombeiros com apoio do helicóptero do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) esteve novamente no local e confirmou que não há mais focos de incêndio. Os focos de fogo estavam sendo monitorados pelo Corpo de Bombeiros desde quinta-feira (23).

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Na manhã de sábado, quando as chamas aumentaram, uma equipe do 6º Grupamento dos Bombeiros, de São José dos Pinhais (RMC), foi deslocada ao local. Houve também apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), de Curitiba. A área onde o fogo começou é de difícil acesso e a ação dos bombeiros teve o suporte do helicóptero do BPMOA já no sábado. De acordo com as informações do local, as causas e a dimensão da área afetada seguem sendo apuradas.

“Seguimos acompanhando e avaliando o local para agir se houver novo acionamento”, disse o tenente Bruno Vírtoli de Mattos, dos Bombeiros. Não havia registro de novos acionamentos até o início da tarde deste domingo (26).

Sanepar

O incêndio não ocorreu na área de abrangência da Sanepar, mas a bióloga Ana Cristina do Rego Barros, gestora de Educação Ambiental da companhia, acompanhou a situação.

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Ela explica que o entorno da represa é formado por campos e várzeas e que o incêndio provoca prejuízos em qualidade do ar e em disponibilidade hídrica, já que a vegetação ajuda a reter água no solo.

A Ana Cristina lembra, ainda, que o incêndio pode prejudicar ainda mais a situação da Represa do Irai, que hoje, em função da estiagem, já está a 50% de seu volume normal.