O agente federal Newton Ishii, o “Japonês da Federal”, vai fazer o lançamento oficial do seu livro, em Curitiba, na noite desta quinta-feira (26). Será na Livraria Curitiba do Park Shopping Barigui, a partir das 19h. Ele e o jornalista Luís Humberto Carrijo, autor do livro, estarão na loja para sessão de autógrafos e fotos.

A obra “O Carcereiro – O Japonês da Federal e os presos da Lava Jato” fala justamente do trabalho do agente da Polícia Federal (PF) mais famoso do Brasil (e conhecido no mundo todo), que acabou virando um símbolo da luta contra a corrupção da Operação Lava Jato. Além de uma breve história da vida pessoal do Japonês – que possui trechos muito tristes nos anos anteriores a Newton atuar na Lava Jato – o livro dá detalhes da passagem de cada um dos famosos presos na carceragem da Polícia Federal, desde os mais obedientes e ordeiros, como o empreiteiro Marcelo Odebrecht, até os mais “encrenqueiros” e cheios de exigências, como o doleiro Alberto Youssef.

Newton chefiou o Núcleo de Operações da PF e foi responsável por colocar em prática a prisão dos endinheirados metidos com propinas e corrupção. Precisava planejar tudo nos mínimos detalhes, para que nada desse errado e os agentes conseguissem manter a integridade dos presos. Newton conta no livro como era planejar cada uma destas operações, bater na porta dos endinheirados às 6h da manhã no Brasil todo (alguns até já o esperavam de mala pronta) e como foi lidar com a fama, quando involuntariamente começou a aparecer na mídia ao lado dos presos ricos.

O “Japonês” também chefiou a carceragem da PF e, por conta do ofício, passou a conviver diariamente com os presos da Lava Jato. E é com base nestas conversas de corredor que ele participou, ou apenas ouviu, que está a parte “picante” do livro, pois Newton revela detalhes de cada um. Passou até a nutrir admiração por alguns deles, pela mente brilhante que revelaram ter e que, se usadas “para o bem”, poderiam ajudar a levantar economicamente a nação. A obra ainda mostra por que o trabalho de Newton pode ter influenciado muitos dos presos a optarem pela delação premiada.

O livro, da editora Rocco, tem 271 páginas e pode ser encontrado nas versões impressa e digital.

Olha o japonês!