As audiências de instrução que envolvem a morte de Ana Paula Campestrini foram marcadas para o fim de janeiro de 2022. Wagner Oganauskas e Marcos Antonio Ramon são acusados de participar da morte no dia 22 de junho. O crime ocorreu de forma brutal, quando ela tentava entrar no condomínio em que residia e foi alvo de 14 disparos, no bairro de Santa Cândida, em Curitiba. Após essa etapa do processo, a Justiça decide se os acusados irão ou não a júri popular.

Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1.ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, marcou  as audiências de instrução para os dias 17, 18, 19, 20 e 21 de janeiro de 2022. Serão ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, além dos réus.

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A previsão é  que Wagner Oganauskas e Marcos Ramon sejam interrogados no último dia de audiência. Os dois estão presos preventivamente.

Denúncia do Ministério Público

Na denúncia proposta pela 1.ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos contra a Vida, com base nas investigações conduzidas pela Polícia Civil, o MPPR sustenta que a motivação do crime teria sido o fato de o ex-marido não aceitar o novo relacionamento mantido pela vítima, com uma mulher.

Conforme a denúncia, o acusado teria passado a “empreender diversos constrangimentos e problemas contra a vítima”, principalmente ao dificultar o livre acesso dela aos filhos do casal (executado por meio de alienação parental) e aos bens adquiridos na constância do casamento (ocultação de bens).

Ainda de acordo com a investigação, Wagner teria intencionalmente autorizado a emissão de carteirinha do clube Morgenau, do qual era presidente para que a mulher pudesse levar os filhos ao local. Também fez com que as câmeras de segurança do clube fossem desligadas, para que o autor dos disparos pudesse seguir a vítima dali até sua casa.

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Foram consideradas como qualificadoras para o homicídio o fato de ter sido praticado em razão do sexo feminino da vítima (feminicídio), ter sido utilizado recurso de dissimulação que dificultou sua defesa e o motivo torpe. Dois dos denunciados (o ex-marido, mandante do crime, e o autor dos disparos) estão presos temporariamente, tendo o Ministério Público do Paraná requerido à Justiça a conversão em prisão preventiva.

O crime

Dois homens foram presos na manhã do dia 24 de junho suspeitos de envolvimento na morte de Ana Paula. A prisão dos homens, identificados como Wagner Cardeal Oganauskas, advogado presidente da Sociedade Morgenau, e Marcos Antônio Ramon, diretor do clube, ocorreu em Curitiba. Wagner é ex-marido de Ana Paula, suspeito de ser mandante do crime.

O crime, flagrado por câmeras de segurança, aconteceu de forma brutal, no momento em que a vítima estava chegando na residência em que morava. Ela foi abordada por um homem em uma motocicleta que disparou por diversas vezes contra o carro em que Ana Paula estava. “Está comprovado que o autor dos disparos perseguiu a vítima no trajeto até o local da morte”, disse a delegada Tathiana Guzella à imprensa na épica do crime.

A delegada Camila Ceconello, que também participou da investigação, reforçou que Ana Paula era obrigada a ver da rua os filhos praticando esporte em um clube recreativo de Curitiba. “Na data do fato, ela tinha conseguido uma carteirinha para poder entrar no clube que o ex-marido é presidente. A vitima foi feliz para o clube e foi seguida pela moto que era conduzida por um amigo, um diretor do clube”, reforçou Cenonello. Em depoimentos, os acusados não confirmaram participação no crime.

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