A modalidade de assalto, que virou rotina no Centro de Colombo, teve novo caso na noite de ontem (07), porém, desta vez a polícia levou a melhor. A ação da quadrilha disfarçada contra uma mansão na Rua Padre Francisco Bonato, a duas quadras da Prefeitura Municipal, se transformou em perseguição e confronto com policiais do 22.º Batalhão da Polícia Militar. O saldo do tiroteio, que se estendeu até a entrada de um matagal, na Travessa Riosto Pavin, foi de um assaltante morto, outro baleado na cabeça, que foi socorrido de helicóptero, e dois presos, além de três pistolas ponto 40, de uso restrito, munição e coletes com emblemas da polícia apreendidos.

Fingindo ser policiais, os quatro bandidos tinham entrado na mansão, onde havia uma senhora e algumas crianças, e logo anunciaram o assalto. Uma vizinha percebeu a movimentação estranha e ligou para o 190. Algumas viaturas da PM armaram o cerco. Os disfarçados tentaram fugir e perto da esquina houve a primeira troca de tiros. Um dos criminosos foi baleado, outros dois jogaram as armas e colocaram as mãos para o alto. O quarto indivíduo, aparentando ter entre 25 e 30 anos, conseguiu correr mais duas quadras e quando tentava entrar no matagal, ao lado de uma construção, foi abatido pelos policiais. Ele, assim como outros dois membros da quadrilha, vestia colete da polícia.

O comparsa baleado na rua de cima, mesmo atingido na cabeça, conseguia falar quando foi atendido pelos socorristas. Ele foi levado pela aeronave ao Hospital do Trabalhador e internado em estado grave. Elizandro Pavin da Luz, 25 anos, e Alan de Paiva Cava, 18, quase foram linchados pela população, que estava indignada com a série de assaltos praticados por gangues disfarçadas na região. Os policiais precisaram levar os presos rapidamente até a delegacia central da cidade para manter a integridade física deles. Ambos foram autuados em flagrante por roubo, segundo investigadores que estavam de plantão.

Série

Os dois detidos, assim como o homem morto, foram reconhecidos por moradores como autores de outros assaltos. Pelos menos três situações semelhantes foram registradas em outras casas na rua da mansão. Segundo vítimas destes casos, em um deles os bandidos usaram uniformes da Copel. “Quando entraram na minha casa, há algumas semanas, demorei a perceber que eram bandidos. Foram muito violentos e reviraram tudo antes de fugir”, relembrou uma vizinha. As vítimas do assalto de ontem ficaram bastante abaladas e foram passar a noite na casa de parentes.

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