O laudo do Instituto Médico Legal divulgado ontem (30) comprovou que Nicole Aparecida da Costa não foi vítima de violência sexual. A menina morreu na madrugada do dia 3 de em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) chamaram a polícia para informar a respeito de possíveis sinais de violência.

No entanto, segundo o documento do IML, a garota morreu devido a uma broncopneumonia, que é uma inflamação aguda do tecido pulmonar. Além disso, ela não apresentava nenhuma lesão que indicasse agressão física ou sexual.

Diante dessas informações, o delegado Reinaldo Zequinão Neto, da Delegacia de Polícia Civil do Alto Maracanã, informa que o caso foi encerrado. “A questão do estupro fica elucidada com a confirmação de que a violência não aconteceu. Agora, isso será relatado e encaminhado ao Judiciário”, informa.

Sofrimento da família

Durante as investigações, diversos familiares da criança foram ouvidos pela polícia e material genético de parentes foi coletado. Nesse período, moradores da região em que a garota residia fizeram um protesto em frente à casa e picharam no muro da família “aqui mora um estuprador”. Os manifestantes também ameaçaram linchar o pai da menina, que levou a família para outro endereço após o ocorrido.