Não foi dessa vez que o alguém vai finalmente morar no prédio que gira. A segunda hasta do leilão judicial determinado pela 19.ª Vara Federal de Curitiba, que aconteceria na última quarta-feira (13), não aconteceu. A construtora que é proprietária do imóvel conseguiu negociar um parcelamento da dívida que forçou a realização do leilão e, portanto, o prédio não será mais vendido. Pelo menos por ora.

Na primeira hasta, que aconteceu no dia 6 deste mês, ninguém se interessou em pagar o valor de avaliação de cada apartamento, que girava em torno dos R$ 600 mil. Nova das unidades foram colocadas em leilão. Para esta semana, a previsão era de que os apartamentos fossem leiloados com preços com aproximadamente 40% de desconto, o que representaria uma economiza absurda se considerarmos o preço da venda quando o empreendimento foi lançado, há 14 anos, que era R$ 2,3 milhões.

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Sobre o Suíte Vollard

Inaugurado em 2004 como um dos empreendimentos mais ousados do mercado imobiliário, o Suíte Vollard nunca foi ocupado por conta de uma série de problema judiciais enfrentados pela Construtora Moro, responsável pelo edifício. Somados a isso, os altos valores de venda espantaram os possíveis compradores na época, já que cada apartamento custava em torno de R$ 2,376 milhões.

Localizado num ponto privilegiado da cidade, o prédio conta com 11 lofts de 270 metros quadrados cada. Cercados por janelas, os apartamentos oferecem vista 360° da cidade e trazem a vantagem de receberem luz do sol a qualquer hora do dia. Não foram essas características, no entanto, que mais chamaram a atenção do público no lançamento do Suíte Vollard, mas sim, o mecanismo que permite a cada um dos lofts girarem independentemente no sentido horário ou anti-horário, conforme a preferência do morador.

Inabitado, o edifício acabou virando apenas ponto de referência e entrando para o imaginário popular quase como lenda urbana. Sem ninguém pra comprovar o fato, a dúvida era: “gira ou não gira?”. Em março, a Tribuna do Paraná esteve no prédio e confirmou: ele gira sim! Tudo graças a um sistema de motores instalados na parte externa dos lofts, que, quando em funcionamento, acionam um mecanismo de rodas dentadas, fazendo com que os apartamentos girem independentemente.

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